quinta-feira, 20 de março de 2014

Criatividade, sincronia e sinergia!

Rio de Janeiro, 23 de Março de 2014.

Criatividade, sincronia e sinergia!



            Um dos textos que mais chamam minha atenção nos evangelhos é o texto do evangelho de Marcos no capítulo dois. O discípulo do apóstolo Pedro (João Marcos – autor do evangelho) descrever uma grade aventura de cinco amigos. Um deles é aleijado, porém o texto não nos remete ao fato de que este homem nascera nestas condições. O que nos leva a conjecturar que aquela amizade viera de circunstâncias anteriores e mesmo em meio às dificuldades e atrocidades permaneceu de igual forma, resistindo às intempéries da vida.
            Alguns detalhes são de extrema relevância. O texto se inicia dizendo que a casa onde Jesus se encontrava estava completamente cheia, em um “carioquês”: “estava colocando gente pelo ladrão”. Era impossível para aqueles homens transportarem seu amigo até Jesus, pois a multidão implicava em ser uma barreira quase que intransponível.
            É essa fase do texto que acho extremamente profunda e edificante. Eis que surge naquele momento uma questão: “Como iremos chegar até Jesus?” O texto não nos fala como eles chegaram à conclusão de levar seu amigo pelo telhado e descê-lo até os pés do Mestre. Todavia, acho essa iniciativa repleta de três palavras: criatividade, sincronia e sinergia.
            Aqueles homens eram de uma criatividade sem par, a idéia de descer o homem pelo telhado é algo tão rico em criatividade que fico imaginando a expressão facial de todos os homens que estavam dentro da casa. Penso que todos que estavam do lado de fora ficaram olhando a cena e se perguntando: “Por que não pensei nessa possibilidade?” É bem verdade que devemos aprender a usar nossa criatividade em prol da expansão do Reino e da edificação da igreja. Acredito que a criatividade é algo essencial para a relevância em nossos dias. Uma reflexão é extremamente válida: “será que não nos falta criatividade no que fazemos?”
            A sincronia é o outro fator que merece nossa atenção. Imaginemos quatro homens descendo um aleijado em uma padiola (maca), amarrada somente por cordas em suas extremidades. Se, apenas um deles, se descuidasse, já seria o suficiente para que o homem perdesse o equilíbrio e viesse a cair. Se não houvesse a sincronia, jamais aquele homem teria tido a oportunidade de ser curado de suas duas enfermidades: corpo e alma.
            A criatividade e a sincronia dos quatros homens e do aleijado tiveram como força motriz a fé, a fé de que Jesus poderia curá-lo da enfermidade. No campo da teologia existem duas concepções teológicas acerca da doutrina da salvação (sotereologia): monergismo e sinergismo. Todas duas originadas do grego: “monos” significa “só”, “único” e “ergon” significa “trabalho”, “obra”. Monergismo então é “Obra única” – essa concepção é encontrada naqueles que acreditam que Deus elege pessoas para serem predestinadas ao céu e outras para o inferno. Agora sinergia – “syn” significa “todos juntos”, “juntamente” e “ergon” que significa “trabalho”, “obra”. Ou seja: aqueles que acreditam que a obra da salvação é uma sinergia entre Deus e o homem. Deus vai ao encontro do homem, o fazendo reconhecer através de seu Espírito quem Ele é. E o homem tem a liberdade de responder a este Deus de forma positiva ou negativa.
            Eles já haviam sido convencidos pelo Espírito acerca da pessoa de Jesus. Jungindo ao esforço de todos, criatividade e sincronismo. Tudo isso, possibilitou aquele homem ser curado. Penso que esse é o papel da Igreja do Senhor. Levar os perdidos a Cristo de forma criativa e sincronizada. E, no final, poder se alegrar com aqueles que são alcançados pelo bom Mestre!
            Certo de que em Cristo reside toda fonte de criatividade e sincronia:
            Seu pastor, Roberto Meireles.

            

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