domingo, 18 de janeiro de 2026

As características da voz de Deus - Mateus 3:11-17


Rio de Janeiro, 18 de janeiro de 2026.

Série de Mensagens – Vozes

Tema – As características da voz de Deus.

Texto Base: Mateus 3:11-17

Introdução

O texto que acabamos de ler descreve um dos momentos mais gloriosos da história bíblica: a manifestação pública da Trindade. João Batista prepara o caminho, mas é a voz do Pai que sela o ministério do Filho. Vivemos em um mundo barulhento, e discernir a voz de Deus é vital para a nossa caminhada cristã.

Neste episódio, aprendemos quatro características fundamentais de como Deus fala conosco:

1º APONTAMENTO – UMA VOZ QUE TRAZ IDENTIDADE (v. 17a)

"E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho..."

A primeira coisa que a voz de Deus faz não é dar uma ordem, mas estabelecer quem nós somos. Antes de Jesus realizar qualquer milagre ou pregar qualquer sermão, o Pai declara Sua filiação.

O mundo tenta nos rotular pelos nossos erros ou conquistas. A voz de Deus nos rotula pelo nosso relacionamento com Ele. Ela nos chama de "filhos". Deus fala para confirmar sua identidade nEle.

2º APONTAMENTO – UMA VOZ QUE EXPRESSA AFETO (v. 17b)

"...o meu Filho amado..."

A voz de Deus não é fria ou puramente institucional. É uma voz carregada de amor. No grego, a palavra usada para "amado" é agapetos, que indica um amor profundo, sacrificial e único.

Muitas vezes confundimos a voz de Deus com a voz da nossa própria culpa. A voz de Deus corrige, mas sempre com o tom de quem ama e deseja a restauração. A voz de Deus nunca é desconectada do Seu amor.

3º APONTAMENTO – UMA VOZ QUE MANIFESTA APROVAÇÃO (v. 17c)

"...em quem me comprazo." (ou "em quem tenho grande prazer")

Deus declara Seu prazer em Jesus antes mesmo de Jesus começar Seu ministério público. Isso nos ensina que a aprovação de Deus não é baseada em performance, mas em obediência e posicionamento.

Você não precisa "fazer" para que Deus te ouça; você precisa "estar" em Cristo. A voz de Deus nos dá segurança para caminhar, sabendo que Ele se alegra em Seus filhos. A voz de Deus substitui a necessidade de aprovação humana.

4º APONTAMENTO – UMA VOZ QUE QUE SE ALINHA A AÇÃO DO ESPÍRITO (v. 16)

Observe a ordem: primeiro o Espírito desce como pomba, depois a voz soa. A voz de Deus nunca contradiz a presença e a paz do Espírito Santo.

Se uma "direção" traz caos, confusão ou fere a Palavra de Deus, ela não vem do Pai. A voz de Deus é acompanhada pela paz que excede o entendimento. Onde a voz de Deus ecoa, o Espírito de Deus traz ordem e paz.

CONCLUSÃO:

No batismo de Jesus, a voz do Pai rompeu o silêncio dos céus para honrar o Filho. Hoje, essa mesma voz continua falando através da Sua Palavra e do Espírito Santo. Ela quer te dizer quem você é (identidade), o quanto você é querido (afeto) e que há prazer do Pai em sua vida (aprovação).

Que o Senhor limpe nossos ouvidos espirituais de todo ruído deste mundo, para que a Sua voz seja a nossa bússola.

 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Esquecendo-me das coisas que para trás ficam - Filipenses 3:13-14


Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 2025.

Culto da virada de 2025.

Tema – Esquecendo-me das coisas que para trás ficam

Texto Base – Filipenses 3:13-14

INTRODUÇÃO:

A virada do ano costuma ser marcada por expectativas, promessas e planos. Mas muitos entram no novo ano carregando pesos antigos: culpas não resolvidas, frustrações, pecados confessados, mas não abandonados, mágoas não curadas. O apóstolo Paulo nos ensina que o futuro de Deus não pode ser vivido com os olhos presos ao passado.

O texto de Filipenses 3 é o testemunho de alguém que tinha motivos humanos para se gloriar, mas escolheu deixar tudo para trás por causa de Cristo.

O contexto do texto é o seguinte:

·         Paulo escreve da prisão;

·         Ele combate o legalismo e a falsa confiança nas obras;

·         Lista seus “títulos espirituais” (Fp 3:4–6).

·         Declara que tudo isso considera perda por causa da excelência do conhecimento de Cristo (v.8);

·         Mesmo sendo um apóstolo maduro, Paulo afirma: “Não que eu já tenha alcançado tudo…” (v.12). Isso nos ensina que vida cristã é progresso, não estagnação;

1º APONTAMENTO – O PASSADO NÃO DEFINE QUEM SOMOS EM CRISTO. (V.13)

            Paulo reconhece suas limitações, mas não vive preso a elas. O passado de Paulo incluía: perseguição à igreja; violência contra cristãos; culpa real e histórica. Mas ele entende que: o sangue de Cristo fala mais alto que qualquer passado.

            Muitos vivem presos a erros já confessados. Outros se definem por fracassos emocionais ou espirituais. Há quem viva da nostalgia de um “tempo bom” que já passou. O evangelho nos chama a viver do que Cristo fez, não do que fomos. O evangelho nos chama a viver do que Cristo fez, não do que fomos.

ILUSTRAÇÃO – O RETROVISOR E O PARA-BRISA.

Um motorista usa o retrovisor para referência, mas dirige olhando para o para-brisa.
Se alguém tentar conduzir o carro olhando apenas para trás, o acidente é certo. O passado é como o retrovisor: serve para aprender, serve para corrigir rotas, mas não para governar a direção.

Culpa excessiva é retrovisor grande demais. Nostalgia paralisante é retrovisor que impede a visão. O novo ano exige olhos no que Deus está fazendo à frente.

2º APONTAMENTO – ESQUECER NA BÍBLIA, NÃO É APAGAR – É NÃO SER CONTROLADO. (V.13b)

            Paulo não está falando de amnésia espiritual, mas de decisão espiritual. No sentido bíblico: “Esquecer” é não permitir que o passado governe o presente. Não viver refém da culpa, da dor ou do orgulho.

            O que precisamos “deixar para trás” na virada do ano? Pecados já perdoados, mas ainda lembrados com culpa; mágoas que envenenam relacionamentos; frustrações ministeriais; comparações com outras pessoas ou igrejas. Enquanto olhamos para trás, não conseguimos avançar para frente.

3º APONTAMENTO – AVANÇAR EXIGE FOCO, ESFORÇO E DIREÇÃO CORRETA. (V.14)

            O apóstolo Paulo usa uma linguagem esportiva para ilustrar o que ele deseja ensinar aos filipenses. O apóstolo usa os verbos “correr” e “prosseguir”, usa os substantivos “alvo” e “prêmio”. A vida cristã ela não é passiva, muito pelo contrário. Ela é intencional!

            Há três verdades neste texto: há um alvo – Cristo e sua vontade; há um chamado – “vocação celestial”; há um prêmio – não terreno, mas eterno. O novo ano não é apenas uma página em branco, é uma missão renovada.

ILUSTRAÇÃO – O CORREDOR QUE OLHA PARA TRÁS.

            Em uma corrida, nenhum atleta vence olhando para trás. Quem olha para os lados ou para trás: perde ritmo, tropeça e corre o risco de cair. O corredor vencedor fixa os olhos na chegada (o alvo), ajusta a respiração e mantém o foco até o fim.

            O passado não pode roubar nosso foco. Olhar para trás por arrependimento excessivo nos faz perder a alegria. Olhar para trás com orgulho nos faz perder a humildade. O chamado de Deus para nossas vidas é para corrermos olhando para Cristo.

4º APONTAMENTO – O FUTURO DO CRENTE ESTÁ SEGURO EM CRISTO. (V.14)

            Nossa esperança não está no calendário, nem na economia e muito menos na economia ou promessas humanas vazias. Nossa esperança em uma pessoa, e essa pessoa é o Senhor Jesus Cristo. Isso nos dá plena segurança para deixar o passado no passado, coragem para enfrentar o futuro e propósito para viver o presente.

 

 

ILUSTRAÇÃO – A MOCHILA CHEIA DE PEDRAS.

            Imagine alguém começando uma longa caminhada carregando uma mochila cheia de pedras. Cada pedra representa: uma culpa, uma mágoa, uma frustração, um erro já perdoado, mas não esquecido. Quanto mais pedras carregar, mas cansado a pessoa irá ficar. A pessoa irá ficar cansada não pelo caminho que é longo, mas sim por causa da carga pesada.

            Não seria inteligente se perguntar: será que é preciso carregar todo esse peso? Não seria mais fácil o percurso se não houver todo esse peso desnecessário?

            Para que possamos avançar em nossas vidas tornando nosso percurso mais leve é preciso se livrar do peso desnecessário. O Altíssimo não no convida a negar o passado, até mesmo porque sabemos que não iremos conseguir. Ele nos convida a entregá-lo. O novo ciclo desse percurso irá começar mais e ser mais leve se colocarmos aos pés do Senhor todas as pedras que estamos carregando em nossas mochilas desnecessariamente.

CONCLUSÃO:

            No encerramento demais este ciclo o Eterno nos chama a deixar no passado o que ficou no passado. Ele nos chama a confiar e a descansar no que Ele está fazendo, pois Ele está no controle de todas as coisas, Ele é Soberano. Mas também Ele nos conclama para avançarmos com fé, amadurecendo nosso relacionamento com Ele e nutrindo no coração a verdadeira esperança que reside na pessoa de Jesus Cristo nosso Senhor.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Sementes do Dia a Dia que Constroem o Amanhã - Gálatas 6.9

 


Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 2025. 

Série de Mensagens - Recomeçar

Tema - “Sementes do Dia a Dia que Constroem o Amanhã”

Texto Base - Gálatas 6.9

INTRODUÇÃO:

Quando pensamos em semear, normalmente imaginamos grandes decisões espirituais: ministério, igreja, projetos missionários. Mas a Bíblia nos ensina que a vida é construída nas pequenas escolhas diárias.

O de 2026 não será definido apenas por grandes acontecimentos, mas por: Conversas que teremos; atitudes que tomaremos; reações diante das pressões posturas no lar, no trabalho, na igreja e na sociedade. 

Todos os dias lançamos sementes. Algumas são quase invisíveis, mas todas produzem colheita.

1º APONTAMENTO – A SEMENTE DAS PALAVRAS QUE FALAMOS

“A morte e a vida estão no poder da língua” (Provérbios 18.21)

No dia a dia, falamos muito: em casa, no trânsito, no trabalho, nas redes sociais. E, muitas vezes, não percebemos o impacto das palavras que lançamos.

No cotidiano:

 Palavras ásperas geram ambientes pesados;

 Reclamação constante produz desânimo;

 Ironia e crítica ferem relacionamentos;

 Palavras de encorajamento curam e fortalecem

Pergunta para 2026:

Que tipo de ambiente minhas palavras estão construindo?

Semeemos:

 Respeito no lugar da grosseria;

 Verdade com graça;

 Palavras que edificam, não que destroem

2º APONTAMENTO – A SEMENTE DAS ATITUDES EM CASA

“Se alguém não cuida dos seus, especialmente dos da própria casa, tem negado a fé” (1 Timóteo 

5.8)

Nossa espiritualidade começa dentro de casa. Não existe vida cristã saudável se o lar é um campo de batalha constante.

No cotidiano:

 Impaciência com quem mais amamos;

 Falta de escuta;

 Tempo curto, diálogo raso;

 Amor substituído pela rotina;

Semeemos em 2026:

 Tempo de qualidade;

 Perdão diário;

 Presença real, não apenas física;

 Amor prático, não apenas discurso cristão;

 O lar é o primeiro campo missionário.

3º APONTAMENTO – A SEMENTE DA POSTURA NO TRABALHO E NA VIDA FINANCEIRA

“Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor” (Colossenses 3.23)

Nossa fé precisa ser visível também de segunda a sexta.

No cotidiano:

 Honestidade quando ninguém está olhando;

 Compromisso, mesmo quando o ambiente é injusto;

 Resistência à corrupção, ao “jeitinho”, à desonestidade;

 Contentamento em tempos de escassez

Semeemos:

 Integridade;

 Gratidão;

 Mordomia responsável;

 Confiança em Deus, não apenas no salário;

 Quem semeia fidelidade colhe testemunho.

4º APONTAMENTO – A SEMENTE DAS REAÇÕES DIANTE DAS PRESSÕES

“A resposta branda desvia o furor” (Provérbios 15.1)

Não escolhemos todas as situações da vida, mas escolhemos como reagimos a elas.

No cotidiano:

 Pressões emocionais;

 Conflitos familiares;

 Frustrações profissionais;

 Decepções com pessoas;

Semeemos em 2026:

 Mansidão em vez de explosão;

 Silêncio sábio em vez de impulsividade;

 Confiança em Deus em vez de desespero;

 Reações impensadas geram colheitas indesejadas.

5º APONTAMENTO – A SEMENTE DO CUIDADO COM A VIDA ESPIRITUAL EM MEIO A

ROTINA.

“Buscai primeiro o Reino de Deus. (Mateus 6.33)

A correria da vida moderna tenta nos convencer de que não há tempo para Deus. Mas a verdade é que sempre temos tempo para aquilo que é prioridade.

No cotidiano:

 Devocional deixado para depois;

 Oração apressada;

 Vida cristã resumida ao culto;

 Fé sem profundidade;

Semeemos:

 Constância, não perfeição;

 Pequenos momentos com Deus;

 Dependência diária;

Vida cristã integrada à rotina;

 Espiritualidade saudável sustenta uma vida equilibrada.

CONCLUSÃO

O ano de 2026 será formado pelas sementes simples e diárias que plantarmos:

 Palavras;

 Atitudes;

 Reações;

 Decisões;

 Prioridades

Não subestime as pequenas sementes. Elas constroem grandes colheitas. “Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito”(Lucas 16.10)

Que neste novo ano:

 Nossas palavras semeiem vida;

 Nossas atitudes reflitam Cristo;

 Nossas reações revelem maturidade;

 Nossa rotina seja um altar;

 Nosso dia a dia glorifique a Deus

Que o Senhor nos ensine a semear bem hoje, para colhermos um amanhã que glorifique o Seu nome.

domingo, 21 de dezembro de 2025

O Natal da verdadeira gente - Lucas 2:1-20

 


Rio de Janeiro, 21 de dezembro de 2025.

Série de Mensagens – Natal 2025

Tema da Mensagem– O Natal da verdadeira gente.

Texto Base – Lucas 2:1-20

INTRODUÇÃO:

            Alguns cristãos são exagerados em minha singela opinião ao não querem comemorar o Natal pelos mais diversos motivos. Destarte, nós sabemos que muito provavelmente Jesus tenha nascido no mês de abril, que o Natal se tornou em os nossos dias uma data comercial e em muitos casos vazia de seu verdadeiro significado.

            Porém, creio que ainda continua sendo uma grande oportunidade para nós divulgarmos o evangelho da salvação. É uma grande chance de nós voltarmos a divulgar a mensagem do anjo do Senhor aos pastores: “Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor”. (Lucas 2.11)

            Como já introdutoriamente narramos, o Natal é a data em que o Cristianismo celebra o nascimento de Jesus. O nascimento de Jesus aponta para o amor de Deus. Nos, revela de modo encarnado quão grande é o seu amor pela humanidade. E, por isso Ele manda o seu próprio filho para nascer, viver, morrer e ressuscitar dando a oportunidade ao homem de encontrar n’Ele salvação para sua alma.

O Pr. Henrique Ribeiro em seu livro “gente como a gente” diz: "Deus ama tanto gente que se fez gente, para mostrar à gente que se esqueceu o que é ser gente como voltar a ser gente na gente perfeita que é Jesus".           

            De fato, o Eterno nos provou o seu amor nos enviando o seu filho amado para podermos através da sua morte pudéssemos obter vida. O Nascimento de Jesus implica em revelar que Deus ama gente. O termo “gente” aqui denota a humanidade que de forma coloquial carinhosamente chamamos de “gente”.

            O verdadeiro Natal foi à oportunidade que o Senhor nos deu de olharmos pela primeira vez, desde o Éden, para o homem que Deus havia criado antes da queda. O homem a sua imagem e semelhança, perfeito em sua natureza sem nenhuma corrupção e mancha do pecado.

            O Natal da verdadeira gente nos faz repensar alguns aspectos que a festa natalina ganhou em os nossos dias. Nós vivemos em um mundo capitalista onde a busca pelo lucro desenfreado torna o ser humano ávido pelo ter e conquistar.

            Porém, o Natal da verdadeira gente, possuí algumas implicações que caminham na contramão desse sistema corrompido pelo pecado e governado pelo deus desse século, ou seja: Satanás. Gostaria de fazer algumas ponderações acerca do Natal da verdadeira gente.

1º PONDERAÇÃO DO NATAL DA VERDADEIRA GENTE – ELE ACONTECE EM FAMÍLIA.

            O plano do coração de Deus para o homem é a família. O primeiro Natal aconteceu em uma família simples. Dois jovens hebreus tementes a Deus e cheios do temor do Senhor foram usados por Deus como instrumentos d’Ele para celebração do primeiro Natal.

            Jesus nasceu em uma família pobre. Naqueles dias não havia uma tecnologia tão avançada como em nossos dias. E, por este motivo não haviam meios de transportes tais como: avião, carro, moto, bicicleta, etc. José andou cerca de 150 Km a pé e Maria estando próxima da gestação viajou no lombo de um burro sem nenhum tipo de conforto.

            Mas, a missão que José e Maria receberam do Senhor fora cumprida. Eles foram aqueles a quem Deus atribuiu a tarefa de criar o Salvador da humanidade. Eles foram os primeiros a poderem visualizar o menino Jesus cheio de Graça e de verdade.

            Minha pergunta para você é: “Como está a sua família neste Natal? ” Por favor, priorize a sua família! Pois acabamos de poder comprovar biblicamente a importância da família para o Senhor Deus do Universo.

2º PONDERAÇÃO DO NATAL DA VERDADEIRA GENTE – A SIMPLICIDADE.

            O Natal da verdadeira gente aponta para uma manjedoura onde uma criança nasceu. Isso devido ao fato dela não encontrar nenhum outro lugar para poder passar a noite. Porém, aquela criança que nasceu era o criador de todas as coisas.

            O nascimento do menino Jesus nos demonstra a complexidade da simplicidade. O dono do ouro e da prata, o Senhor de todo o Universo, nascia em um lugar desconfortável, junto aos animais e bem provavelmente longe de se parecer com as maternidades de nossos dias.

            O capitalismo tornou o Natal uma data extremamente comercial e vazia de seu sentido original. O Natal não é um simples dar e receber presentes; não é apenas um momento em que fazemos um grande banquete em família; não é o momento em que colocamos uma roupa nova ou outra coisa qualquer estimulado pela sociedade.

            O Natal da verdadeira gente aponta a simplicidade de uma criança em volto a panos em uma singela manjedoura. Penso que até mesmo através de seu nascimento Jesus quis chamar atenção para os pobres e necessitados. Talvez seja por isso que Ele fez questão em nascer em uma manjedoura.

            Meu apelo a você é: “Faça o Natal de uma criança pobre”.

3º PONDERAÇÃO DO NATAL DA VERDADEIRA GENTE – TODOS SÃO CONVIDADOS A ADORAR AO MENINO DEUS.

            O nascimento de Jesus tomou uma grande divulgação. A estrela anunciou ao Universo; os anjos cantavam relatando o acontecido; os pastores foram avisados pelos anjos e por sua vez avisaram a outros sobre tal fato; Zacarias e Isabel sabiam. Pois também foram avisados. Quantas pessoas sabiam do nascimento de Jesus não é verdade?

            Porém uns reconheceram quem de fato era o menino e outros não. O Rei Herodes mandou assassinar a criança e muitas outras. Negando assim o Cristo Salvador que ali nascia. Já os pastores foram até o encontro do menino e o adoraram e deram-lhe presentes e se alegram com tamanha graça de Deus.

            Talvez você tenha entrado neste santuário sem saber de fato o que significa o Natal. Eu gostaria de relembrá-lo que a Bíblia conta que a história da humanidade ficou manchada pela desobediência do primeiro casal criado por Deus, ou seja, Adão e Eva. Pela desobediência do casal a humanidade recebeu a herança do pecado e como Deus é Santo, o homem foi afastado de Deus.

            Para restabelecer novamente esta aliança entre Deus e a humanidade. Ele teve que enviar o seu único filho. O Natal aconteceu para manifestar o amor de Deus a humanidade e poder viabilizar ao homem o meio pelo qual Ele pode ser salvo.

ILUSTRAÇÃO - O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA

O Rei Ricardo I, da Inglaterra, em sua viagem para a Terra Santa, foi aprisionado e lançado numa masmorra desconhecida. Tinha um trovador muito amigo, chamado Blondek, que ficou sabendo que seu rei fora levado cativo para uma prisão de um castelo entre as florestas das montanhas. Dirigiu-se para lá, empregando-se para cantar. Percorreu de um a um os castelos existentes, cantando sempre algumas árias muito conhecidas do rei diante das grades dos calabouços, até que, de uma feita, a melodia cá de fora foi ouvida pelo rei lá dentro. Desta descoberta resultou a libertação do Rei Ricardo I e sua restauração ao trono. Assim a consciência que tenha sido aprisionada pelo pecado poderá ser acordada pela música divina da Mensagem e libertada pela iluminação da Palavra de Deus.           

CONCLUSÃO:

            Talvez você possa ter entrado neste santuário sem saber de fato o que é o Natal. Também pode ter entrado com sua vida destruída pelo pecado; ou talvez sua família ou quem sabe algum outro problema que está perturbando sua alma e tirando-lhe o sono.

            Eu gostaria de convidar a você a abrir o seu coração ao Senhor e incentivá-lo a pedir a Deus que o menino Jesus hoje possa nascer em seu coração.

            Minha oração é que o Natal da verdadeira gente seja o seu Natal e que você possa ter um Natal feliz cheio da presença do aniversariante, o menino Jesus.

 

domingo, 14 de dezembro de 2025

O Cristo que consola, revela e confronta - Lucas 2:25-35


Rio de Janeiro, 14 de dezembro de 2025.

Reflexões Dominicais

Tema do Sermão – O Cristo que consola, revela e confronta.

Texto Base – Lucas 2:25-35

INTRODUÇÃO:

O cenário é simples: um ancião no templo, um casal humilde e um menino aparentemente comum. Contudo, Lucas nos mostra que os grandes atos redentivos de Deus frequentemente acontecem em contextos ordinários, longe dos centros de poder religioso e político.

Simeão representa o remanescente fiel de Israel, homens e mulheres que aguardavam silenciosamente o cumprimento das promessas messiânicas. Ele não esperava um evento, mas uma Pessoa. O cristianismo não é primariamente uma ideia, mas o encontro com Cristo.

1º APONTAMENTO – UM HOMEM MOLDADO PELA ESERANÇA DO ESPÍRITO. (V. 25-27)

Lucas descreve Simeão com três marcas espirituais fundamentais: 1) Justo e piedoso – seu relacionamento com Deus moldava seu caráter; 2) Esperava a consolação de Israel – expressão profundamente messiânica (Is 40:1); 3) O Espírito Santo estava sobre ele – algo extraordinário no período pré-Pentecostes.

Simeão vive entre a promessa e o cumprimento, sustentado não por circunstâncias favoráveis, mas pela fidelidade de Deus. O Espírito não apenas revela verdades, mas forma pessoas capazes de esperar sem desesperar.

Vivemos numa geração impaciente, mas Deus ainda forma seus servos na escola da espera. A verdadeira espiritualidade não se mede pela pressa, mas pela perseverança confiante.

2º APONTAMENTO – A PAZ QUE NASCE AO VER O SALVADOR. (V.28-30)

Ao tomar o menino nos braços, Simeão reconhece algo que muitos líderes religiosos não perceberam: a salvação de Deus estava ali, em carne e osso. Esta paz não é emocional, mas escatológica: Simeão pode morrer em paz porque já viu aquilo que garante vida além da morte.

Simeão não pede mais nada da vida. Quando Cristo é visto corretamente, Ele se torna suficiente. A verdadeira paz não vem quando tudo está resolvido, mas quando Cristo é revelado.

Nossa ansiedade muitas vezes revela que buscamos segurança em resultados, não em Cristo. Quem vê a salvação pode descansar, mesmo diante da morte.

3º APONTAMENTO – A REVELAÇÃO DA SALVAÇÃO. (V.31-32)

Aqui Lucas antecipa um dos grandes temas do seu Evangelho e de Atos: a salvação oferecida a todos os homens.

Simeão une Isaías 42 e 49: o Messias é tanto glória para Israel quanto luz para os gentios. Não há exclusivismo no plano de Deus; a eleição de Israel sempre teve propósito missionário.

Cristo não pertence a um grupo étnico ou religioso específico. Ele é a revelação de Deus para o mundo. A igreja que perde sua visão missionária trai a própria natureza do Cristo que anuncia.

4º APONTAMENTO – O CRISTO QUE DIVIDE E REVELA OS CORAÇÕES. (V.33-35)

Simeão agora se dirige a Maria, e o tom muda. O mesmo Cristo que consola também confronta. Não existe neutralidade diante de Jesus: Ele é pedra de tropeço para uns e fundamento de vida para outros (cf. Is 8:14; Sl 118:22)

O evangelho não apenas salva; ele revela. Ele expõe intenções, desmonta autojustificações e desnuda o coração humano. A espada que traspassaria a alma de Maria aponta tanto para a cruz quanto para o custo do discipulado.

            Não podemos abraçar o Cristo consolador sem enfrentar o Cristo crucificado. Jesus não veio apenas para nos confortar, mas para nos transformar. Toda resposta a Ele envolve decisão, custo e revelação do coração.

CONCLUSÃO:

            O menino nos braços e a cruz no horizonte. Simeão vê o início da história da redenção, mas já enxerga seu preço. O menino da manjedoura é o homem da cruz. A luz que ilumina o mundo também projeta sombras, revelando quem somos.

O cristianismo bíblico mantém unidos o amor de Deus e a seriedade do pecado, a graça da salvação e o escândalo da cruz. Cristo é para nós apenas um símbolo religioso ou a salvação que nos permite viver e morrer em paz?

Quem, como Simeão, reconhece Jesus como a salvação de Deus, pode descansar — porque já viu tudo o que realmente importa.

 

 


terça-feira, 9 de dezembro de 2025

5ª AULA – SALVOS PELA GRAÇA PARA AS BOAS OBRAS - Ef. 2:4-10

 


Rio de Janeiro, 10 de dezembro de 2025.

INSTITUTO BÍBLICO EFATÁ

MÓDULO DE ANÁLISE DA EPÍSTOLA DE EFÉSIOS

5ª AULA – SALVOS PELA GRAÇA PARA AS BOAS OBRAS.

TEXTO – EFÉSIOS 2:4-10

PROFESSOR – PR. ROBERTO DA SILVA MEIRELES RODRIGUES

INTRODUÇÃO:

Nos versos anteriores (1-3), Paulo descreveu a condição humana antes da conversão: mortos em delitos e pecados, escravos do mundo, da carne e do diabo. Porém, no verso 4, encontramos uma das mais belas interrupções da Escritura: "Mas Deus...".

Estas duas palavras mudam completamente o destino do homem. Se o capítulo terminasse no verso 3, não haveria esperança, mas Deus interferiu na história da ruína humana com graça, amor e misericórdia. O texto revela de onde Deus nos tirou, o que Ele fez por nós e para que Ele nos salvou.

1º APONTAMENTO – A FONTE DA SALVAÇÃO: O DEUS RICO EM MISERICÓRDIA. (V.4-35

·         A salvação não nasce do homem, mas do caráter de Deus;

·         O homem é culpado, mas Deus é misericordioso; o homem está morto, mas Deus é amor;

·         Paulo usa linguagem que destaca a abundância da misericórdia – não é pouca, é rica, derramada, transbordante;

·         Você não é salvo porque mereceu, porque mudou, porque melhorou…

·         A salvação começa no coração de Deus, e não no nosso esforço;

·         Quando entendemos isso, toda soberba cai por terra;

·         Se hoje você está em Cristo, é porque Deus decidiu amar você quando ninguém mais o faria;

2º APONTAMENTO – O ATO SALVADOR: VIVIFICADOS, RESSUSCITADOS E ASSENTADOS COM CRISTO. (V.5-6)

·         Deus não ajudou um pecador doente — Ele ressuscitou um morto;

·         Não é reforma moral, é nova vida;

·         Vale destacar os três verbos espirituais que definem a obra da salvação; deu vida (regeneração); ressuscitou (nova posição espiritual); assentou com Cristo (nova identidade e autoridade); nossa união com Cristo é a base de todo privilégio espiritual;

·         Se Cristo vive, você vive. Se Cristo reina, você reina com Ele. Crente não é alguém melhorado — é alguém ressuscitado!

3º APONTAMENTO – O PROPÓSITO DA SALVAÇÃO: MOSTRAR A RIQUEZA DA GRAÇA. (V.7)

·         Nossa salvação é um troféu da graça para a eternidade, um testemunho vivo do amor de Deus;

·         Deus nos salva para glorificar Seu nome;

·         Você é salvo para refletir a graça de Deus, não para escondê-la;

·         O mundo deve olhar para você e enxergar o poder da graça que transforma;

4º APONTAMENTO – O MEIO DA SALVAÇÃO: PELAGRAÇA MEDIANTE A FÉ. (V.8-9)

·         A salvação é pela graça, mediante a fé, não por obras;

·         A fé é apenas a mão que recebe o presente — mas o presente vem de Deus;

·         Se houvesse 1% de mérito humano, haveria 1% de glória ao homem. Mas a Bíblia diz: toda glória pertence a Deus;

·         Obras não são o caminho para a salvação, são o resultado dela;

·         Nenhuma moralidade te salva. Nenhum ritual. Nenhum esforço;

·         Se você está em Cristo, pare de tentar pagar uma dívida que já foi quitada pela graça;

5º APONTAMENTO – O RESULTADO DA SALVAÇÃO: CRIADO PARA AS BOAS OBRAS. (V.10)

·         "Feitura" (poiēma) significa obra-prima — somos a poesia de Deus;

·         Somos salvos não pelas obras, mas para boas obras preparadas de antemão;

·         Um evangelho sem transformação moral não é o evangelho bíblico;

·         Quem foi salvo pela graça, vive para a glória de Deus;

·         Obras não são raiz da salvação, são fruto da salvação;

·         A fé verdadeira sempre produz vida nova, caráter novo e propósito novo;

CONCLUSÃO:

Efésios 2:4-10 nos revela a jornada do pecador até a redenção:1) De onde Deus nos tirou: morte espiritual; 2) Por que nos salvou: misericórdia e amor; 3) Como nos salvou: graça mediante a fé; 4) Para que nos salvou: boas obras para Sua glória. Você é obra-prima da graça. Foi salvo pela graça. Vive pela graça. Para mostrar a graça.

domingo, 7 de dezembro de 2025

Recomeçar: o Deus que renova nossa história - Romanos 12:1-2

 


Rio de Janeiro, 07 de dezembro de 2025.

Série de Mensagens – Recomeçar: o Deus que renova nossa história.

Tema – A verdadeira revisão de vida: entrega, transformação e discernimento.

Texto Base – Romanos 12:1-2

INTRODUÇÃO:

Todos nós, em algum momento da caminhada, precisamos parar, olhar para dentro e fazer uma revisão de vida. Para onde estamos indo? O que tem moldado nossos pensamentos e decisões? Estamos vivendo de acordo com a vontade de Deus ou apenas repetindo padrões deste mundo?

Romanos 12:1-2 é um convite amoroso, porém firme, para um recomeço. Paulo não está apenas oferecendo conselhos espirituais — ele está apresentando a base da vida cristã. Depois de expor nos capítulos anteriores a grandiosa obra da salvação, ele agora nos chama a uma resposta prática. Como afirma John Stott, Romanos 12 é a ponte entre doutrina e prática — aquilo que cremos deve transformar a maneira como vivemos. Não basta conhecer a verdade; é preciso ser transformado por ela.

1º APONTAMENTO – MOTIVAÇÃO PARA REVISAR A VIDA: AS MISERICÓRDIAS DO SENHOR. (V.1)

Paulo inicia dizendo: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus...” Ele não convoca a igreja pela força da lei, mas pela beleza da graça. Segundo F.F. Bruce, “as misericórdias” resumem tudo o que Deus fez por nós em Cristo — desde a eleição, justificação, adoção como filhos, até a promessa de glorificação. Toda a vida cristã é resposta a essa misericórdia.

Não revisamos a vida por culpa, medo ou pressão religiosa. Fazemos isso por gratidão. Não buscamos transformação para sermos amados, mas porque já fomos. A fé cristã não começa com exigências, mas com uma boa notícia: Deus nos amou primeiro. Como lembra Douglas Moo, é a compreensão profunda da graça que sustenta uma vida de entrega constante.

Só revisa e reinicia corretamente quem se lembra do que Deus já fez!

Pergunta para reflexão: Quando você olha para sua história, você enxerga as misericórdias de Deus sustentando e renovando sua jornada?

2º APONTAMENTO – A ENTREGA ABSOLUTA DA VIDA: SACRIFÍCIO VIVO. (V.1)

Paulo prossegue: “apresentai os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus”. No Antigo Testamento os sacrifícios eram mortos — agora somos chamados a viver sacrificados.

John Stott explica que apresentar o corpo significa entregar toda a existência: mente, emoções, decisão, trabalho, família, futuro. Não é um ritual, é um estilo de vida. Um sacrifício vivo — contínuo; santo — separado para Deus; agradável — que lhe dá prazer.

Revisar a vida significa perguntar: Em que áreas preciso me render novamente a Cristo? Meus hábitos, tempo, palavras e escolhas têm caráter de culto?

Douglas Moo enfatiza que esse “culto racional” (logiké latreia) é um culto consciente, inteligente, cheio de propósito. Não é formalismo religioso, mas entrega diária do coração.

Verdadeira revisão de vida não é apenas reflexão — é submissão.

3º APONTAMENTO – A NÃO CONFORMIDADE COM O MUNDO: RESISTÊNCIA ESPIRITUAL. (V.2)

“Não vos conformeis com este mundo...” A expressão usada por Paulo, segundo F. F. Bruce, carrega a ideia de não assumir a forma externa de algo temporário. O mundo tenta nos moldar como massa numa forma — opiniões, valores, estilo de vida, prazeres e filosofias.

Mas Paulo diz: não se encaixem. Resistam. Viver o evangelho exige contracultura. A fé cristã não caminha na correnteza da cultura, mas na direção da cruz.

Revisar a vida implica reconhecer influências que sufocam a fé: consumismo, imoralidade, orgulho, indiferença espiritual, superficialidade.

John Stott comenta que devemos rejeitar não as pessoas do mundo, mas o sistema de valores que se opõe a Deus. Quem deseja recomeçar precisa romper com padrões que aprisionam.

4º APONTAMENTO – A TRANSFORMAÇÃO INTERIOR: MENTE RENOVADA. (V.2)

A resposta de Paulo é: “transformai-vos pela renovação da vossa mente”. A palavra grega metamorphoō sugere transformação profunda — como lagarta que se torna borboleta.

Douglas Moo afirma que a mente é o centro da vontade e comportamento; se a mente muda, a vida muda. A transformação não é moralismo externo, mas obra do Espírito moldando nosso interior pela Palavra.

Renovar a mente inclui: alimentar-se das Escrituras, cultivar oração e comunhão, discernir e filtrar o que consumimos, substituir mentiras por verdades.

Revisar a vida é permitir que Deus troque pensamentos antigos por pensamentos do Reino. Não há recomeço verdadeiro sem mudança de mentalidade.

5º APONTAMENTO – O RESULTADO DA REVISÃO DE VIDA: DISCERNIR A VONTADE DE DEUS. (V.2)

O texto conclui: “para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Quando a vida é entregue, quando rompemos com o mundo e permitimos que Deus renove nossa mente, então discernimos e experimentamos a vontade do Senhor.

F.F. Bruce destaca que a vontade de Deus não é um fardo penoso, mas algo bom, perfeito e adequado ao nosso bem. John Stott reforça que conhecer a vontade de Deus é fruto de uma vida consagrada — não apenas uma revelação mística, mas discernimento contínuo.

Discernir a vontade de Deus não é apenas saber — é experimentar, viver, saborear. Quem revisa a vida diante de Deus termina alinhado com o melhor plano possível — o plano Dele.

CONCLUSÃO:

Recomeçar exige coragem. Revisar a vida é permitir que Deus nos aponte caminhos, ajuste rotas e transforme a alma. Mas o chamado não é pesado — ele nasce das misericórdias de Deus. Ele nos convida ao altar para sermos *sacrifício vivo*, não para perdermos a vida, mas para encontrá-la.

Entrega, transformação e discernimento — Este é o caminho de Romanos 12.

Que esta palavra nos desafie a iniciar um novo tempo:

  • Lembrando das misericórdias do Senhor;
  • Entregando tudo a Ele;
  • Não nos conformando com o mundo,
  • Sendo transformados pela renovação da mente;
  • E vivendo a perfeita vontade de Deus.

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