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quinta-feira, 27 de junho de 2013

1ª Ministração - O poder das provações

Rio de Janeiro, 13 de Junho de 2013.
Local – PIB em Rocha Miranda
Estudo realizado na “Quarta com Deus”, por ocasião da exposição – “Exposição Bíblica da carta de Tiago”.
Texto – Tiago 1.1-4

“O poder das provações”


1ª Introdução:
Nossa incumbência hoje é iniciar a exposição da carta que Tiago escreveu. Particularmente sou apaixonado pela carta de Tiago. Haja vista que é uma carta prática, objetiva. Tiago está preocupado em conjugar ortodoxia com ortopraxia. Já bem disse Hernandes Dias Lopes em seu comentário sobre a carta: “A teologia e a prática não podem estar se divorciando”.
É por este motivo que sou apaixonado pela carta de Tiago. As pessoas que frequentam nossas igrejas hoje estão cada vez mais obesas de informação. Porém, praticam pouco, muito pouco do que sabem. É bem verdade que estamos nos tornando cada vez mais teóricos. Queremos saber tudo sobre oração, mas praticamos pouco a mesma; queremos saber tudo sobre a Palavra, todavia colocamos muito pouca coisa em prática.
O nosso desafio é sermos praticantes da palavra e não somente ouvintes. Como diz o próprio escritor desta carta. As pessoas estão cansadas de ouvir, e somente ouvir. Elas estão querendo ver em nossas vidas Jesus. Elas querem olhar nossas vidas e enxergarem a Bíblia escrita em nós. Já bem disse Francisco de Assis: “Pode ser que nós sejamos a única Bíblia que a pessoa lerá antes de ser chamada a presença do Eterno Deus”.
Tiago é uma carta muito prática. Seu tema central é a busca pela maturidade Cristã. Por este motivo é comparado ao livro de provérbios e é chamado de provérbios do Novo Testamento. A carta de Tiago parece mais uma homilia do que propriamente dito uma carta.
            Um dos motivos pelo qual Tiago escreveu está carta é que aqueles irmãos estavam passando por duras provações. Tiago inicia sua epístola dizendo que os cristãos irão ser provados. A moda evangelical vai dizer que o crente não irá sofrer ou algo semelhante. Porém isso é um tremendo equívoco teológico. Jesus nos advertiu que iriamos passar por inúmeras provações.
            Porém a palavra utilizada por Tiago para provações é utilizada também para tentações. Destarte, quando examinada em seu contexto fica evidente que a mesma está sendo utilizada com o sentido de levar aquele que sofre a ação a um exame para ver se irá se aprovado. O termo transmite a ideia de que as provações servem para purificar-nos de nossos erros e nos apresentar de modo diferente.
            Alguns aprendizados eu consigo extrair para minha vida sobre estes quatro primeiros versos da carta de Tiago. São eles:
1º Aprendizado – A provação distingue incrédulos de servos de Jesus.
            Tiago inicia sua carta se identificando como servo de Jesus. Uma melhor tradução para palavra utilizada no texto original é escravo. Esse Tiago é o irmão de Jesus. Enquanto Jesus esteve encarnado Tiago era um incrédulo. Após sua ressurreição ele creu em Jesus e estava presente quando o Mestre apareceu. Após foi doutrinado e se tornou um líder da igreja primitiva. Foi chamado por Paulo como uma das colunas da igreja de Jerusalém.
            Todavia ao identificar-se se autodenomina: escravo. O evangelho produz em nós essa mudança de caráter. Charles Spurgeon diz que Deus não deseja nada de nós, exceto nossas próprias necessidades. Não é o que temos, mas o que não temos que é o primeiro ponto de contato de nossa alma e Deus.
            Um incrédulo ao passar por provação. Logo terá sua frágil fé abalada e irá trilhar o seu verdadeiro caminho, o caminho de morte. Já o verdadeiro servo de Jesus não se abala pelas provações. Porém as mesmas produzem paciência, e a paciência produz esperança, conforme diz Paulo aos Romanos. Tiago passou por muitas provações e em nenhuma delas saiu reprovado, pelo contrário foi aprovado por sua conduta cristã. Essa é diferença entre o incrédulo e o verdadeiro crente.
2º Aprendizado – Não estamos imunes às aflições.
            Tiago diz que esta escrevendo as doze tribos de Israel. Que em minha opinião significa que ele está dirigindo sua fala a igreja de Jesus que é o Novo Israel. Na verdade em Jesus não existe a distinção entre judeu, grego, branco, negro, etc.
            Aqueles irmãos eram parte do corpo de Cristo. Aqueles irmãos eram parte do Novo Israel de Deus; aqueles irmãos foram salvos e remidos pelo sangue de Jesus. Mas, o fato de serem eleitos por Deus, não os isentou de serem perseguidos, de passarem fome, de serem mortos, etc.
            Precisamos perder a concepção de que um crente fiel não sofre. Isso é uma cosmovisão veterotestamentário e meritória. Nós somos salvos da condenação eterna. Mas, enquanto não estivermos vivendo a plenitude do Reino de Deus. Estaremos a mercê de todas as mais diversas provações e aflições.
            O Hernandes Dias Lopes tece um comentário muito interessante acerca deste aspecto. Diz o Pr. Hernandes: "Vida cristã não é uma redoma de vidro, uma estufa espiritual, uma colônia de férias, antes, é um campo de batalha". 
            Não somos provados para sermos reprovados. Somos provados para sermos aprovados. Porém, isso dependerá muito da forma que iremos encarar esta provação.
3º Aprendizado – As provações podem ser benéficas para nossas vidas.
            As provações podem ser benéficas em nossas vidas se mudarmos a nossa perspectiva. Se conseguirmos enxergar de outro prisma nós podemos identificar as provações contendo as seguintes atribuições em sua essência:
  • Provações são inerentes a fé cristã.
  • Provações são provações variadas.
  • Provações são passageiras.
  • Provações são pedagógicas.

Conclusão:
            Que o Senhor nos ajude em meio as nossas provações. Que o nosso coração esteja guardado pelo Senhor e que possamos n’Ele sermos aprovados ao término da mesma. E que tudo isso redunde em Glórias e Honras ao nome do nosso Deus.
            Certo de em Cristo nenhuma tribulação virá sobre nós que não possamos suportar:
            Pr. Roberto da Silva Meireles Rodrigues.


2ª Ministração - Deus o provedor da sabedoria

Rio de Janeiro, 20 de Junho de 2013.
Local – PIB em Rocha Miranda
Estudo realizado na “Quarta com Deus”, por ocasião da exposição – “Exposição Bíblica da carta de Tiago”.
Texto – Tiago 1.5-8

“Deus o provedor da sabedoria”


1ª Introdução:
            Nos quatro primeiros versos da epístola de Tiago que estudamos na semana passada nos revelaram o propósito pelo qual o apóstolo havia escrito a carta. Somos cientes que o irmão de Jesus estava escrevendo a carta aos cristãos que estavam sofrendo grandes provações pelos mais diversos motivos.
            Tiago agora nestes próximos três versos irá nos ensinar sobre a importância da sabedoria para o procedimento correto na vida do cristão sincero e autêntico. Ele irá nos salientar que para termos sabedoria devemos recorrer ao dono da mesma que é o nosso Deus e Pai.
            Somos sabedores que a palavra sabedoria é muito mais que um armazenamento de conhecimento. Somos sabedores que a sabedoria é o uso correto que fazemos do conhecimento que adquirimos. Uma pessoa sábia é aquela que é usa bem os seus conhecimentos. Por exemplo: podemos conhecer pessoas que conhecem muito a Bíblia. Porém, pouco a praticam. O sábio é aquele que produz em sua vida a pratica dos ensinamentos Bíblicos.
            Em dias de provações a sabedoria é muito importante. É em dias de provações que temos a oportunidade de praticar o nosso conhecimento em prol de um amadurecimento. Se, nos utilizarmos da forma correta do conhecimento ele nos será útil para a prática do dia a dia.
            É sobre isso que Tiago irá nos ensinar nestes próximos três versos da epístola. Ele irá nos ensinar onde devemos buscar a sabedoria, porque devemos buscar sabedoria e como devemos buscar sabedoria. Vejamos o que Tiago tem a nos ensinar nesta noite.

1º Deus é provedor da sabedoria e por este motivo devemos busca-la n’Ele. (verso 5)
            Muitos homens anseiam em buscar cada vez mais conhecimento. Creio que quando o mesmo é utilizado de forma sábia como falamos acima não há mal nisso. Porém, na grande maioria dos casos as pessoas que estão em busca do conhecimento o fazem para buscando um destaque pessoal. E, colocam muito pouco em prática do conhecimento que adquiriram.
            A Bíblia nos ensina através deste verso que devemos buscar a sabedoria. Mas, devemos buscar a sabedoria em Deus. Por que Ele é a fonte de sabedoria. E, se Ele é a fonte de sabedoria nada melhor do que irmos direto a fonte.
            Deus é um Pai que está disposto a nos conceder sabedoria. Pois o desejo do seu coração é que sejamos maduros, aptos para toda boa obra como diz Paulo o apóstolo aos gentios. Já diz a Palavra que o temor ao Senhor ao Senhor é o princípio da sabedoria.
            Em Deus sempre encontraremos sabedoria para tomarmos as mais diversas decisões de nossas vidas. Em meio as nossas crises familiares, financeiras, conjugais, profissionais, ministeriais, Ele está sempre esperando que possamos ir ao seu encontro para buscar n’Ele sabedoria para podemos ser aprovados.
            Minha primeira pergunta a ti nesta noite é: “Em que área de sua vida você está precisando de sabedoria do alto para poder ser aperfeiçoado?”

2º Deus é provedor da sabedoria e deseja que usemos dela para nossa vida. (verso 5)
            O Senhor quer nos conceder sabedoria para a utilizarmos em nosso dia a dia. A ideia de simplesmente retermos conhecimento por simplesmente ter conhecimento não é vinda do coração de Deus. E a epístola de Tiago por ser tão objetiva e prática toca exatamente neste ponto.
            Uma das coisas que mais me deixam tristes é exatamente essa questão da falta de prática. Muitas pessoas são extremamente intelectuais, extremamente eruditas, cheias do saber teológico. Porém, suas vidas não correspondem ao que sabem. Existe uma incoerência neste aspecto.
            Muitas pessoas conhecem a Bíblia de ponta a ponta. Todavia não praticam nada daquilo que sabem. Estudei com muitas pessoas extremamente eruditas, convivi com muitas pessoas extremamente eruditas. Todavia a sua práxis de vida era totalmente contra a sua fala e manifestação de saber.
            Deus deseja nos dá sabedoria com vista de sermos bem sucedidos em todos os aspectos de nossa vida. Ele não quer nos dá sabedoria para sermos filhos egoístas dessa multidão de pessoas que só busca realizações pessoais em detrimento ao coletivo. Deus quer que sejamos sábios para que o Reino de Deus se manifeste através de nossa sabedoria.
            Certa feita, Deus apareceu a um jovem e promissor rei de Israel. E lhe fez uma pergunta: “Pede o que queres que eu te dê.” O jovem rei respondeu: “Teu servo está no meio do teu povo que elegeste, povo grande, tão numeroso, que não se pode contar. Dá, pois, ao teu servo coração compreensivo para julgar a teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal; pois quem poderia julgar a este povo?”
            Deus se agrada do pedido daquele jovem rei e lhe concede o pedido. E, relata ao mesmo que só o concedeu porque ele disse que queria sabedoria para ser benção na vida do povo em que Deus lhe entregará na mão para governar. O nome desse jovem rei é Salomão. Diz as Escrituras que nunca houve antes, durante e depois um rei tão rico e sábio como Salomão.
            O Senhor nosso Deus quer nos concede sabedoria. É desejo d’Ele nos usar como canal de benção na vida das pessoas que estão ao nosso redor. Ele não nos dará sabedoria para ficarmos obesos do saber e omissos no fazer. O que você me diz sobre isso?
           
3º Deus é provedor da sabedoria e devemos crer que ele nos concederá se pedirmos. (versos 6 à 8)
            O nosso irmão Tiago nos ensina que para termos sabedoria devemos buscar em Deus crendo que receberemos. E ele faz uma analogia interessante sobre a pessoa que pede a Deus sabedoria. Porém não acredita que irá receber a mesma.
            A palavra grega que o apóstolo Tiago se utiliza para relatar uma pessoa instável é “dipsycos”, quer que dizer “duas mentes”, ou “duas almas”. O que demonstra como uma pessoa pode quer alguma coisa e ao mesmo tempo não querer. Como uma mente pode crer que irá receber alguma coisa, como a outra pode não crer.
            Já dizem as Escrituras que a fé é o firme fundamento das coisas que não se vem, mas se esperam. E, devemos orar confiando que seremos atendidos. Devemos orar confiantes que o nosso Deus é um Deus vivo, que não está alheio as nossas necessidades e as nossas súplicas. Pelo contrário, A palavra nos garante que Ele está sempre pronto para ouvir um coração quebrantado e contrito.
            A pergunta que não quer calar é: “Quando você ora a Deus. Você ora por orar, ou você crê que Ele pode ouvir a sua oração e responder de forma poderosa?

Conclusão:
            Deus que é o provedor da sabedoria deseja nos dá sabedoria se buscarmos n’Ele, afim de praticamos a mesma, sendo bênçãos d’Ele para o nosso próximo e sempre crendo que Ele é capaz de fazer muito mais daquilo que pedimos, esperamos ou imaginamos.
Certo de que em Cristo reside toda fonte de sabedoria:

Pr. Roberto da Silva Meireles Rodrigues.

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