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quarta-feira, 12 de março de 2014

Breve texto sobre o comentário de João Calvino de Gálatas 5.1

Breve texto sobre o comentário de Calvino sobre Gálatas 5.1


            O conhecido teólogo de Genebra João Calvino inicia seu comentário sobre o verso salientando que o verdadeiro foco que deve se dar a questão dá liberdade dita por Paulo é que: a mesma não é fruto de uma vã filosofia ou até mesmo de alguma quebra ou não de ritos e cerimônias. Todavia, a questão da liberdade salientada pelo apóstolo Paulo está intimamente ligada à questão sotereológica, ou seja, a salvação que reside apenas na pessoa de Jesus Cristo de Nazaré.
            Calvino faz uma observação em seu texto dizendo que Paulo neste verso estava explicitamente tratando da questão da isenção de cerimônias da lei. Todavia, implicitamente o texto imbui também à liberdade que Cristo nos outorgou sobre o pecado, a carne, a morte e o diabo.  
            O reformador da cidade de Genebra ressalta sobre a questão do termo utilizado pelo apóstolo Paulo “de novo”. Ele comenta o fato de que tanto judeu como os gentios convertidos ao cristianismo não poderiam colocar-se sobre o jugo de escravidão. Essa afirmação não necessariamente estava atrelada ao fato de algum daqueles irmãos por serem judeus convertidos ao cristianismo. E, sim que o jugo era existente para aquele que se colocassem sobre o mesmo.
            A semelhança de Lutero, João Calvino fala sobre a questão da liberdade da consciência. A grande questão da liberdade que Cristo nos delibera com sua vitória na Cruz do Calvário é livrar-nos de toda e qualquer forma de ameaças a nossa salvação da ira vindoura. Ou seja, em Cristo temos a total liberdade de consciência que através d’Ele e de seu pagamento na cruz do calvário não precisamos de mais nada para nossa salvação, que todo esforço e mérito residem na pessoa do Cristo vivo e ressurreto que está à destra de Deus Pai, aguardando aquele grande dia que irá voltar para buscar os libertos em seu nome.
            Calvino lembra que o capítulo cinco dá continuidade a fala de Paulo no capítulo quatro sobre a exemplificação de Agar e Sara. Uma livre e outra escrava. E Paulo salienta de que nós o povo de Deus somos filhos da mulher livre, ou seja, filhos da promessa de Abraão, e a promessa de Deus a Abraão é que a justiça lhe foi imputada através de sua fé. De mesma forma, a justificação para ira vindoura nos foi imputada pela nossa fé no filho de Deus, Jesus Cristo o Nazareno.



sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Breve texto com o comentário de John Stott sobre Gl. 5.1

Comentário de John Stott sobre Gálatas 5.1


            Nosso querido teólogo inglês vai iniciar seu comentário sobre o verso sugerido salientando o fato do mesmo no original grego apresentar-se como duas sentenças separadas: “Estai, pois, firmes na liberdade com Cristo nos libertou”, mas antes, uma afirmação “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou”, seguida de uma ordem baseada na afirmação “permanecei, pois, firmes e não vos submetais de novo a jugo de escravidão”.
            Após fazer essa distinção Stott faz seus comentários acerca da afirmação e da ordem de Paulo expressa no verso. O nosso ilustre pastor anglicano faz uma afirmação belíssima em referir-se a afirmação paulina: “Nossa condição anterior é apresentada como escravidão, Jesus Cristo como um libertador, a conversão como um ato de emancipação e a vida cristã como uma vida de liberdade”.[1]
            A questão da liberdade cristã para John esta intimamente ligada à questão de se livrar da má consciência gerada pela lei. Muito mais do que simplesmente libertos da escravidão do pecado, somos libertos do julgo gerado pela lei. A liberdade cristã está jungida a uma consciência pura que é fruto da justiça de Cristo Jesus.
Todos que experimentam a justificação única e exclusivamente pelo sacrifício de Jesus, o único meio de aplacar a ira da justiça futura de Deus, são convidados a viver uma novidade de vida sem igual. Uma vida livre de todo e qualquer tipo de julgo. Seja ele da lei, do pecado, da carne ou do diabo. Uma vida de verdadeira liberdade!
            A ordem de Paulo apontada por Stott está visceralmente ligada a questão de não acreditar que a liberdade é conquista por nossa obediência aos preceitos ou lei divinas ou seja elas quais forem. Paulo se utiliza da figura do boi descrita por Moisés em Levítico capítulo vinte e seis verso de número treze, um boi que está sobre um julgo pesado ao extremo e pelo peso está areado ao chão, e, após a retirada do julgo consegue se erguer novamente.
            Stott na companhia do apóstolo Paulo nos exorta a entender, compreender e a viver a liberdade que há em Cristo Jesus não dentro de uma perspectiva de graça barata como diria Dietrich Bonhoeffer. Mas, tendo a compreensão que a liberdade que experimentamos é fruto de uma tão grande salvação que nos fora outorgada e proporcionada pelos méritos de Jesus no Gólgota a se oferecer como sacrifício a Deus.



[1] STOTT, John.  A mensagem de Gálatas: somente um caminho.  São Paulo: Editora ABU, 2007, pg.121.

Breve texto sobre o comentário de Lutero sobre Gl. 5.1

Comentário de Lutero sobre Gálatas 5.1


            Lutero ao comentar sobre o verso um do capítulo cinco do livro de Gálatas ele diz: “A vigilância e a persistência são necessárias, a fim de que conservais a liberdade para a qual Cristo nos libertou. Aqueles que estão seguros e estão dormindo não são capazes de conservá-la”.
            Ele faz um paralelo com a fala de Pedro em sua primeira epístola no capítulo cinco no verso de número oito. Na concepção de Lutero o “estais pois firmes” de Paulo aos Gálatas é semelhante ao “Sede sóbrios e vigilantes” de Pedro. Haja vista que o inimigo de nossas almas possui sempre o ardente desejo de destruir nossa fé.
            Nosso irmão Martinho levanta a hipótese de que existe uma condição para aqueles gozam da liberdade que há no evangelho de Cristo Jesus. Pelo que pude perceber em seu texto, Lutero vincula a condição a vigilância e sobriedade de uma vida piedosa, ou seja, uma vida de acordo com os preceitos da Palavra de Deus.
            O termo liberdade na concepção de Martinho está intimamente à questão sotereológica. Ele chega a afirmar “Pois Cristo não nos libertou não política, não carnal, mas teológica ou espiritualmente”, isto é, para que a nossa consciência seja livre e alegre e não tema a ira vindoura”.[1]
            Para o célebre reformador alemão somos livres da lei, do pecado, da morte, e do diabo por desfrutar desta liberdade da ira futura de Deus. É a salvação em Cristo Jesus que nos proporciona estar libertos das cargas opressoras lançadas por estes males contra nossas vidas.
            No entendimento dele a grandeza da liberdade conquista na cruz por Jesus e nos oferecida em troca apenas da fé, e por sua vez, jamais será compreendida por pessoas que apenas conseguem conceber a idéia de uma fé meritocrática, baseada cumprimentos de leis, regimes, rituais, etc.
           Na concepção de Lutero o tema é de muita relevância, é um tema de relevância eterna. Ele expressa isso ao dizer: “Não se trata, aqui, de uma questão de pouca ou de nenhuma importância. É uma questão de uma liberdade infinita e eterna ou de uma escravidão infinita e eterna”. 
         Sendo assim, percebemos de modo nítido que a concepção de liberdade cunhada por Lutero está intimamente ligada a salvação. Ou seja, aqueles que são salvos da ira vindoura estão livres da escravidão neste tempo presente e também na ira futura de Deus. E, por sua vez aqueles que preferiram creditar em seus esforços mediante a guarda da lei, em colocar seu coração em acreditar que serão salvos da ira futura através de seus méritos pessoais, serão escravos deste pensamento neste tempo presente e sofrerão com a ira futura de Deus. Haja vista que a justiça de Deus se manifestou em Cristo Jesus como diz o apóstolo Paulo escrevendo aos Romanos.
            




[1] LUTERO, Martinho. Martinho Lutero: obras selecionadas, v. 10. São Leopoldo: Sinodal, Canoas: ULBRA, Porto Alegre: Concórdia, 2008. pg. 433.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

“Trato é trato!”


Rio de Janeiro, 09 de Janeiro de 2013.

Local - PIB em Rocha Miranda.
 Estudo realizado na “Quarta com Deus”, por ocasião da exposição da Epístola aos Gálatas.
Texto – Gálatas 3.15-20

“Trato é trato!”


  1. Introdução:
Cada vez que volto a me debruçar sobre este livro maravilhoso entendo por que de Lutero o chamou de: “A carta magna da liberdade cristã”. A epístola aos Gálatas com toda certeza é um grito de liberdade que a fé em Cristo produz em detrimento as tentativas humanistas de justificações pessoais diante ao Eterno.
Cada verso que leio desta epístola, jungido à iluminação do Espírito Santo e, aos comentários de grandes mestres, tais como: João Calvino, John Stott, John MacArthur, Hernandes Dias Lopes e tantos outros. Confesso que enriqueço-me e deleito-me no estudo da sã doutrina como diriam em tão os nossos queridos apóstolos.
Vale relembrar que Paulo continua tratando sobre a doutrina da justificação pela fé (Sola fides) contra a tentativa dos falsos mestres de ludibriar os cristãos na guarda da lei de Moisés e seus ritos e cerimoniais. O capítulo três desta epístola se trata de Paulo refutando estas tendências.
Estes judaizantes tentavam alicerçar suas teses no Antigo Testamento, mui principalmente na promessa que Deus fizera ao pai Abraão, assim como eles gostam de chama-lo. Porém, Paulo refuta esta tese se remetendo a promessa de Deus a Abraão como “o descendente” e não nos descendentes.
O Outro argumento dos judaizantes é na lei de Moisés. Paulo vai se apropriar da construção da promessa de Deus a Abraão do descendente e da lei que Deus entregara ao grande legislador Moisés. E, vai nos elucidar sobre o propósito de Deus em relação sobre as mesmas. Ou seja: Se Deus fez a promessa a Abraão. E, se também foi o próprio Deus dera as leis a Moisés. Então, não é possível que uma coisa anule a outra. Ou, então Deus é incoerente?!
O apóstolo aos gentios vai nos remeter ao fato de que a finalidade da lei foi nos revelar que somos diante de Deus o Senhor, Justo e Santo. Paulo vai nos ensinar que a lei não anulou a promessa. Ele vai nos remeter ao fato de que a lei iluminou o caminho para entendermos a promessa. E, vai salientar que Deus é um só. Ou seja: tanto a promessa e tanto a lei foram obras do mesmo Deus.
Você deve estar se perguntando: “Pastor por que o tema da reflexão é “trato é trato””?
O tema dessa mensagem surgiu baseada no verso quinze onde o apóstolo diz que “ninguém pode anular um testamento”. Trazendo para um português mais coloquial é o mesmo que dizer: “trato é trato!” Aqui no Rio de Janeiro essa expressão é muito comum. Lembro-me de quando criança jogava bolinha de gude à vera, ou seja: apostando. Usávamos sempre esta expressão para os outros garotos que queriam trapacear para não perder suas bolinhas ao perderem o jogo.
Paulo se utiliza desta expressão para de forma humana elucidar de vez a questão acima que já explicamos sobre a lei não invalidar a promessa e vice versa. O apóstolo Paulo então traz a uma forma cotidiana e ilustra o ensinamento relatando sobre um trato, testamento, aliança. Que um homem faz a outro. E, então ele explica o fato de que, entre homens um documento não pode ser alterado. Imagine então uma ordem provinda do Senhor.
Na verdade eles não conseguiam entender que a lei fora dada por Deus não para revogar a promessa, mas sim para iluminá-la. Essa é ideia de Paulo ao fazer esta correlação. Porém, gostaria de apropriar-me deste tema para nós fazermos algumas ponderações sobre alguns aspectos de nossas vidas.

1º Aspecto – Todo o trato deve ser honrado!
            O apóstolo Paulo inicia o verso quinze falando exatamente sobre este aspecto. E, salientando o fato de que os homens devem agir dessa forma. Quando tratamos, ou prometemos algo a alguém, independente de quem seja, devemos cumprir com nossa palavra.
            Sei que somos falhos e às vezes até meio displicentes nesta área de nossas vidas. Porém, a epístola escrita por Tiago o irmão de Jesus ele diz o seguinte: “Sobretudo, meus irmãos, não jurem nem pelo céu, nem pela terra, nem por qualquer outra coisa. Seja o sim de vocês, sim, e o não, não, para que não caiam em condenação”. (Tiago 5.12)
            Devemos nos esmerar para cumprir o que prometemos. Se dermos a nossa palavra para alguém. Devemos cumpri-la! Esse é o desejo do coração de Deus. Paulo utiliza o acordo entre homens para elucidar esta questão de forma ilustrativa. Uma pergunta me veio à mente dentro deste aspecto: “Será que Paulo se utilizaria desta mesma ilustração em os nossos dias?” Fica então a pergunta no ar.

2º Aspecto – A promessa de Deus era a Abrão e ao seu descendente.
Calvino em seu comentário sobre esta questão faz uma longa argumentação a favor desta perspectiva paulina acerca desta má concepção judaizante de serem herdeiros da promessa simplesmente por serem descentes de Abraão. Mas, uma delas me chamou a atenção e de fato é algo que passa desapercebido aos nossos olhos se pensarmos na história de modo aleatório.
O nosso ilustre reformador diz que se todo o descendente de Abraão é herdeiro da promessa. Por que então Esaú, Ismael, e tantos outros ao longo da história foram excluídos da mesma? Calvino responde a questão elucidando a questão de que a salvação nunca fora vinculada a promessa que Deus fez a Abraão e sim pela fé no descendente que viria da genealogia de Abraão. Ou seja: no descendente.
Que coisa interessante! Mais uma vez a justificação pela fé nos salta na Bíblia como doutrina que nasce no coração de Deus para justificação do homem para com o mesmo. Ensinando-nos que jamais um homem poderá se justificar pelos méritos pessoais de outro homem ou por seus próprios méritos, ou até mesmo por alguma obra, ou outra coisa semelhante.

3º Aspecto – O trato de Deus para salvação da humanidade foi Jesus Cristo.
A promessa que Deus fizera a Abraão ela se cumpriria na pessoa de Jesus. É, em Jesus que todos podemos alcançar salvação para nossas vidas tortuosas e distantes de Deus. O trato que Deus fez com a humanidade se escreveu em uma cruz com tinta de cor de sangue. A Bíblia diz pelo próprio apóstolo Paulo “que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não lançando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação”. (2 Coríntios 5.19)
Esse é o trato de Deus para com a humanidade. Ou seja: Ele, Cristo deu-se a si mesmo como propiciação pelos nossos pecados. Visando nos reconciliar com Deus.

Conclusão:
            Devemos estar atentos aos tratos que fazemos em nossas vidas. Devemos ser menos afoitos e refletirmos melhor sobre as coisas que prometemos e até mesmo para com o nosso Deus. Devemos lembrar-nos sempre para que pudéssemos estar reconciliados para com Deus. O preço foi caro demais!
            Certo de que em Cristo podemos cumprir os nossos tratos:
            Pr. Roberto da Silva Meireles Rodrigues.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

“Quando nos tornamos insensatos?”


Rio de Janeiro, 02 de Janeiro de 2013.

Local - PIB em Rocha Miranda.
 Estudo realizado na “Quarta com Deus”, por ocasião da exposição da Epístola aos Gálatas.
Texto – Gálatas 3.1-14

“Quando nos tornamos insensatos?”



  1. Introdução:
Em nossa oitava reflexão na epístola que o apóstolo Paulo escreveu aos Gálatas nós iremos refletir no seguinte tema: “Quando nos tornamos insensatos?”
Como estamos estudando há algumas semanas. Paulo escreve a carta aos Gálatas para combater alguns desvios doutrinários que estavam se infiltrando sobre a igreja do Senhor Jesus.
O Pr. Hernandes Dias Lopes diz que nos primeiros dois capítulos da epístola Paulo defende a autoridade do seu apostolado e agora nos capítulos 3 e 4. O mesmo defende a justificação pela fé. Como iremos tratar hoje de 14 versos do capitulo três, é fácil se presumir que estaremos abordando o tema da “justificação pela fé” com um pouco de saturação.
Porém, abordaremos o tema de modo que o mesmo não se torne cansativo pela exaustão do assunto durante toda a exposição da epístola. Nossa intenção é hoje exaurir nestes versos respostas para a afirmação feita por Paulo logo no primeiro verso da epístola: “Ó Gálatas insensatos! Quem os enfeitiçou?”
John Stott ao comentar sobre esta questão ele diz que a atitude dos Gálatas não se trata de traição, mas sim de loucura. O termo no original grego “anoetos” denota a ideia de alguém com incapacidades mentais para tomar uma decisão racional.
O dicionário dá o seguinte significado ao termo “insensatez”: “Procedimento de quem não reflete antes de agir. Atitude de estouvado: agir com insensatez. Irreflexão, intenção, precipitado, inconsequência, inadvertência”.
Sendo assim, convido você a ajuntar-se a mim em nos debruçarmos sobre o texto Bíblico as respostas a esta tão forte sentimento de deu ao apóstolo Paulo subsídios para realizar uma afirmação tão contundente sobre estes irmãos da Gálacia.

1º Nos tornamos insensatos – Quando não conhecemos a razão da nossa fé. (versos 2 à 4)
            Iniciando seu texto Paulo faz uma indagação aqueles irmãos sobre em que consistia a razão da sua esperança. A indagação de Paulo a eles era se eles foram justificados perante o Senhor através do cumprimento da lei ou pela em Cristo Jesus que a si mesmo se entregou em sacrifício por nós?
  Anteriormente já havíamos falado aos irmãos que o apóstolo Paulo estava combatendo uma heresia com aspectos judaizantes acerca da sotereologia, que é a doutrina da salvação. Alguns cristãos judeus estavam dizendo que não bastava aceitar a Jesus como seu único e suficiente salvador, mas, além disso, deveria de se guardar a lei de Moisés, para que de fato se alcance a salvação.
Isso deixava clara a insensatez dos Gálatas acerca de sua fé. Eles não tinham o conhecimento dos rudimentos de sua esperança. O mais simples vento de doutrina, o mais leve empurrão os levava a navegar mares inóspitos e despresivos ao evangelho da Graça.
Você sabe dizer-me em que está fundamenta a sua fé? Se você chegasse diante de Deus agora e Ele lhe perguntasse: “Por que eu deveria deixar você entrar no meu céu?” Qual seria a sua resposta a Ele?

2º Nos tornamos insensatos – Quando não realizamos boas obras.
            Existe uma confusão no pensamento evangélico acerca da prática das boas obras. Ainda agora falamos sobre nós sabermos a razão de nossa fé. E, a implicação de sabermos a razão da nossa fé, faz-nos entender que fomos regenerados por Deus para sermos um povo que anda em boas obras como pratica de vida.
            Escrevendo aos cristãos de Éfeso o apostolo Paulo diz o seguinte: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”.
            Precisa ficar muito claro em nossas mentes que uma coisa é ser salvo pelas obras. E, outra coisa muito diferente é ser salvo para praticar boas obras. Há um abismo de diferença entre as duas questões que estão sendo tratadas.
            Confesso que às vezes fico triste ao poder presenciar e vivenciar alguns comentários e atitudes de gente que se diz povo de Deus. Ao olhar a necessidade do seu próximo e simplesmente virar-lhe as costas e continuar a sua vida como se nada e ninguém mais importassem. Além é claro dele mesmo. E, quando muito, os seus.
            Precisamos ter mais atenção neste quesito em nossa vida cristã. Nosso coração deve estar mais empenhado em ser um praticante do bem. Em sermos em todo o tempo sinalizadores do Reino de Deus. Ser um sinalizador do Reino implica em trazer os valores do Rei do Reino a este tempo presente.
            Essa questão me faz lembrar a história que um dia ouvi sobre um menino chamado Yunan:
Yuan era um pequeno chinês que morava em Manilha, nas ilhas Filipinas. Havia ajuntado por muito tempo algum dinheiro para comprar uma bicicleta. Quando já possuía mais de cinqüenta dólares, sentou-se e meditou: "Quantos na China, milhares de patrícios meus estão morrendo de fome..."
Resolveu então ajudar as crianças famintas da China em vez de comprar a sua tão desejada bicicleta. Foi diretamente à padaria e gastou todo seu dinheiro na compra de pães; sacos e sacos de pão! Entregou-os à comissão auxiliadora, explicando que era uma oferta que ele mesmo queria mandar aos pequenos chineses. A comissão agradeceu a Yuan pela sua generosidade e ele seguiu para casa inteiramente satisfeito. Os homens discutiram bastante: "Que faremos com todo este pão? Estragar- se á antes de chegar à China". Afinal resolveram levá-lo às escolas chinesas na ilha mesmo é vendê-los como "pão patriótico" Assim fizeram e o povo pagou um bom preço. No fim do dia tinham mais de 200 dólares para aliviar a fonte das crianças na China.
            Será que podemos fazer alguma coisa boa que possa render glórias ao nome do nosso Deus?



3º Nos tornamos insensatos – Quando não repartimos o amor de Deus.
            O texto diz que Jesus morreu para que a salvação chegasse até os gentios. Meu amado irmão nós nos tornamos insensatos quando repartimos com o nosso próximo o tão grande amor de Deus; tornamo-nos insensatos quando não compartilhamos uma tão grande salvação que há em Cristo Jesus.
            Minha pergunta a você é: Para quantas pessoas você falou de Jesus neste ano que se findou? Quantas pessoas você teve a oportunidade compartilhar o amor de Deus? Quantas pessoas você abençou com uma palavra de Graça e amor?
            Precisamos entender que Jesus nos deu uma ordem expressa em Mateus 28:19-20, disse Jesus: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém”.  (Mateus 28:19-20)
            Hoje pela manhã lembrei-me de uma história sobre a igreja Moraviana que gostaria de compartilhar com você e terminar a minha fala com a mesma. Diz assim a história:

APENAS UM PAR DE SANDALIAS USADAS
Em meados de 1727 houve um grande avivamento derramado por Deus sobre a Alemanha há um povo chamado de Morávios, o conde Zinzendorf esteve a frente deste movimento, criando uma obra missionária nunca vista desde então. Dali saíram centenas de cristãos apaixonados por Jesus, dispostos a deixar sua pátria e serem enviados por todo mundo, inclusive o Brasil, impactaram sociedades, plantaram igrejas e certamente fizeram muito mais do que a historia possa registrar.
            Já no fim deste movimento, o conde Zinzendorf sentiu-se desafiado a enviar um missionário para alcançar os esquimós no Alasca, uma das régiões mais isoladas do planeta, certa noite o conde teve um sonho em que o senhor Jesus lhe instruía a enviar o oleiro da região, um simples homem, já de meia idade que não demonstrava nenhum atrativo para a liderança de um movimento missionário, mas que possuía a prerrogativa principal para a obra, apaixonado e obediente ao Senhor que servia, Jesus Cristo.
Em obediência as instruções dadas a ele por Jesus, o conde chamou o oleiro e lhe expos seu sonho e o desafio da evangelização dos esquimós, mas o conde acrescentou: se você aceitar o desafio, não poderá contar com uma equipe , pois não tenho nenhum missionário para ajudá-lo, também não poderá contar com nenhum sustento, pois todos os recursos foram usados para sustento de outros missionários, por fim talvez nem voltasse, tendo em vista o grande desafio que era a região a ser alcançada.
Aquele oleiro permaneceu em oração por dois minutos e, por fim, levantou o rosto e disse ao conde: “ se o senhor conseguir me dar um par de sandálias usadas, amanhã cedo partirei. ”a historia não relata mas imagina-se que aquele homem estava descalço, o conde lhe deu as sandálias, e no dia seguinte foi a casa do oleiro, não o encontrou, ele havia partido logo bem cedo para jamais voltar. Hoje 50% dos esquimós da terra são convertidos ao Senhor Jesus. Isso porque um homem que nem sequer sabemos o nome, pediu apenas um par de sandálias usadas para obedecer ao chamado”.
Meus amados irmãos o desafio continua. Deus continua a levantar homens e mulheres que se dispõe a ir às nações cumprindo o chamado que Deus lhes fizera. Quem sabe você possa estar resistindo a um chamado de Deus para sua vida? Pare e pense quantas pessoas Deus não quer alcançar se utilizando de sua vida! Que o Eterno toque em seu coração e desperte o ardor missionário de Deus.

Conclusão:
            A vontade do coração de Deus é que não sejamos achados como insensatos. Devemos conhecer a razão de nossa fé; saber que fomos salvos para praticarmos as boas obras e também para compartilhar a mensagem da salvação em Cristo Jesus aos que ainda estão carentes do Eterno Deus.
            Que o Senhor o ajude e o faça ser um servo bom e fiel para a Glória do nome d’Ele. Amém!
            Certo de que em Cristo podemos cumprir os seus propósitos:
            Pr. Roberto da Silva Meireles Rodrigeus.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

“Se Cristo vive em mim: eu...”


Rio de Janeiro, 12 de Dezembro de 2012.

Local - PIB em Rocha Miranda.
 Estudo realizado na “Quarta com Deus”, por ocasião da exposição da Epístola aos Gálatas.
Texto – Gálatas 2.11-21

“Se Cristo vive em mim: eu...”


  1. Introdução:

O texto inicia com uma dura repreensão de Paulo para com Pedro. Paulo chega a chamar Pedro de "dissimulado". E, estendo o "elogio" aos outros judeus e a Barnabé. Haja vista que ele diz que tantos os outros judeus como Barnabé estavam tendo a mesma atitude que Pedro estava tendo para com os gentios.
O que estava acontecendo era que Pedro estava se comportando de uma forma com gentios quando não havia ninguém das autoridades para enxergá-lo de forma negativa. E, se comportava de outra forma quando havia alguém por perto. Sendo assim, o "elogio" tem toda razão de ter sido feito.
Na verdade, Pedro e os demais judeus convertidos ao Cristianismo não conseguiam enxergar que tudo se tratava de uma questão cultural, e não teológica. Os judeus tinham o seu custume oriundo das leis de Móises. Porém, os gentios tinham seus costumes oriundos de suas culturas. As diversas maneiras de modo vivendis entre as culturas é natural.
A chave para o texto em questão é a percepção que Paulo tem acerca da verdadeira justificação. Paulo deixa claro no texto que sua concepção de justificação não se dava através de méritos de cumprimentos da Lei de Móises. Mas, sim provinda da Graça de Jesus, que a si mesmo entregou para remissão dos pecados de todo aquele que n'Ele crer.
Paulo nos dá entender que mesmo nós tendo sido justificados em Cristo. Isso não nos dá o direito de vivermos uma visa dissoluta, muito pelo contrário. Quando estamos em Cristo Jesus devemos todos os dias nos esforçarmos em ser mais parecidos com Ele. E, é extamente por este motivo que o apóstolo vai expressar no verso de nº20: "vivo não mais eu, mais Cristo vive em mim". Se de fato, Cristo vive em nós: eu...

1º Se Cristo vive em mim: eu... – Sou a mesma pessoa em todo lugar.
            Paulo não repreendeu a Pedro por ele estar pregando alguma heresia. Mas, a repreensão de Paulo se deu pelo fator comportamental de Pedro. Que aparentemente queria ser duas pessoas diferentes. Uma na frente dos judeus e outra na frente dos gentios. Porém, quando os dois grupos se uniam. Sua conduta para com os gentios era de uma forma totalmente distinta a de sua conduta na ausência dos judeus.
            O apóstolo aos gentios sabia que se não resolvesse empasse para com os judaizantes. O evangelho poderia sofre sérios danos devido a argumentação deles contra autoridade de Paulo como apóstolo, e por consequência a doutrina defendida por Paulo, a justificação pela fé.
            Porém, aplicando para os nossos dias. Existem crentes que se comportam de diversos modos. São como camaleões. São adaptáveis ao ambiente em que vivem:           se permanecem entre os crentes, são crentes fervorosos; se estão entre os que fazem fofoca, também o fazem; se estão entre os que falam palavrões; também o fazem; se estão entre os que traem seus cônjuges, assim também o fazem. Ou seja, são verdadeiros camaleões.
            Minha pergunta você é: “Você é um crente camaleão?”

2º Se Cristo vivem em mim: eu... – Não posso ser uma estrela.
            O texto nos diz que Pedro fora repreendido por Paulo na frente de todos. Eu fico imaginando tamanho constrangimento para Pedro. Afinal de contas, ele era líder da igreja de Jerusalém. Paulo o havia citado no capítulo anterior como uma das “colunas” da igreja. Um cara de tremenda influência.
            Porém, Pedro aceitou a repreensão de Paulo. Até mesmo por que em esfera de autoridade eles estavam no mesmo patamar. Os dois haviam sido vocacionados para serem ministros da parte de Deus.
            Nossos dias estão permeados de homens e mulheres que vem procurando estar cada vez mais estar em evidência. Pessoas que vem corrompendo seu chamado em busca de poder, status, dinheiro, etc. Personificam em os nossos dias o sistema em vigor.
            Confesso que me sinto enojado em assistir e em ouvir algumas pessoas que se dizem ministros da parte de Cristo. Mercantilizam a mensagem do evangelho em prol das riquezas desse mundo. Preferem as evidências deste tempo presente, do que estarem ao lado Eterno do Cordeiro de Deus; preferem serem honrados por homens, do que serem honrados por Deus.
            Infelizmente isso tem sido uma verdade em nossos dias. Pessoas que se apropriam indevidamente do nome de Jesus e enriquecem-se utilizando o mesmo de forma pecaminosa e egoísta. Não tendo nunca o benefício do próximo. Mas sim, o enriquecimento pessoal e que se dá forma ilícita aos olhos de Deus, conforme nos ensina a sua Palavra.
            Meus irmãos, se alguém entre nós que se acha estrela, pop star, ou alguma outra coisa semelhante a estes adjetivos. A Palavra de Deus nos convoca a um arrependimento genuíno. Desejando que toda Glória, toda honra, seja dada apenas ao Cordeiro de Deus.

3º Se cristo vive em mim: eu... – estou morto.
            O falso evangelho que vem sendo anunciado em nossos dias é muito diferente do evangelho genuíno. Os nossos dias estão recheados de mensagens de autoajuda, de mensagens de vitória, de mensagens de milagres e prodígios, etc.
            Porém, os nossos dias tem tão poucas mensagens sobre: arrependimento, vida santa, renuncia do “eu”, cuidado dos pobres e das viúvas, carregar a cruz, ter o Reino de Deus como prioridade, etc.
            Às vezes fico pensando: “Será que homens como o nosso Senhor Jesus, Pedro, João, Tiago, Paulo, Judas, Crisóstomo, Knox, Lutero, Calvino, Zuínglio, Wesley, Loyd Jones. Teriam lugar no púlpito de nossas igrejas? E, será, que se não tivessem notoriedade eles mudariam o conteúdo de suas mensagens”?
            Nós como crentes em Jesus, devemos viver a semelhança do estado de Paulo ao descrever acerca de suas vontades: morto. Nós devemos morrer para nossos desejos pecaminosos e vivermos para Deus de forma plena e absoluta.
            Seja fiel ao Senhor meu amado. Evite o pecado. A vontade de Deus para sua vida é que você viva de modo santo, irrepreensível. Não ligue se as pessoas ao seu redor caluniarem você, se ti ridicularizarem, se te perseguirem. Seu dever é entregar estas pessoas nas mãos do Senhor e se empenhar em viver de forma mais digna possível à vida em Cristo Jesus.
Ilustração – O flautista que não tocava:
Há muitos anos atrás, na velha China, viveu um homem que era membro da orquestra do Imperador, embora não soubesse tocar uma nota sequer. Obtivera esse lugar, de flautista por sinal, através de conhecimentos pessoais. E, assim, por muitos anos, onde quer que se encontrasse a orquestra, achava-se ali o falso musicista, o qual, colocando o instrumento em seus lábios, dava a impressão que executava belos números. Com esse emprego, ganhava o suficiente para viver confortavelmente.
Mas veio o dia quando o Imperador desejou ouvir um solo de cada componente da orquestra. O flautista, quando soube da notícia, desmaiou, e quanto mais se aproximava o dia da sua apresentação, mais desesperado ficava. Por algum tempo, tomou lições de um profissional, mas em vão; não tinha ouvido para música, nem tampouco talento.
Planejou dizer que estava doente, mas lembrou-se de que o médico da corte poderia desmenti-lo. Na manhã em que deveria comparecer perante o monarca, para executar o seu solo, o pretenso flautista pôs fim à sua vida, ingerindo forte dose de veneno. Essa foi a origem de um antigo provérbio chinês, que diz: "Ele não ousou enfrentar a música". Não é sem razão que a Palavra de Deus adverte: "Sabei que o vosso pecado vos há de achar". Núm. 32:23.

Conclusão:
            Nós como cristãos devemos ser imitadores realmente de Cristo Jesus. Não devemos ser religiosos, frequentadores de igrejas, seguidores de pastor, ou alguma coisa semelhante a esta. Devemos ter nossa vida centrada em Jesus. E, vivermos um evangelho genuíno.
            Se assim o fizermos poderemos dizer como Paulo disse: “Já não vivo mais eu, mais Cristo vive em mim”. Que Deus nos ajude a sermos mais parecidos com Jesus seu Filho.
            Certo que em Cristo prosseguiremos em santidade:
            Pr. Roberto da Silva Meireles Rodrigues.         
            

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

“Por uma liderança sólida”


Rio de Janeiro, 05 de Dezembro de 2012.

Local - PIB em Rocha Miranda.
 Estudo realizado na “Quarta com Deus”, por ocasião da exposição da Epístola aos Gálatas.
Texto – Gálatas 2.1-10

“Por uma liderança sólida”


  1. Introdução:

Dando continuidade ao nosso estudo exaustivo da epístola aos Gálatas. Iremos hoje falar sobre o capítulo 2, dos versos de 1 à 10. Exaurindo do mesmo, o que ao apóstolo aos gentios tinha em sua mente ao escrevê-lo.
Como anteriormente já fora falado. Sabemos que Paulo está combatendo uma heresia que está se espalhando no seio da igreja do Senhor acerca da guarda da lei. Os judaizantes convertidos ao cristianismo acreditavam que Paulo era frouxo com os gentios que se convertiam ao cristianismo.
Sua tese de que Paulo era prolixo era derivada da cosmovisão paulina acerca da questão do cumprimento da lei em Cristo. O apóstolo Paulo acreditava que não era necessário aquele que se converteu ao cristianismo guardar leis e cerimoniais judaicos.
Conforme também antes já expomos em outras ministrações anteriores. Nossa concepção, como também de João Calvino, F.F. Bruce, Knox, Stott, Hernandes Dias Lopes, é que a viagem que Paulo descrevera ter feito à Jerusalém fora em meio a sua segunda viagem missionária. O que nos deixa nítido que o concílio de Jerusalém ainda não havia sido realizado.
Concílio este que teve como assunto primordial a ser tratado. Esta questão da guarda da lei pelos gentios convertidos ao evangelho de Jesus Cristo. O concílio haveria de entrar em um consenso de que não era necessário que o novo convertido ao evangelho, guardasse a lei. No entanto, o mesmo deveria de abster-se de comidas sacrificada a ídolos, carne sufocada com sangue, imoralidades sexuais e também que ajudassem aos pobres e necessitados.
Paulo se refere a esta viagem nos versos iniciais do texto que estamos estudando. Isso nos dá o entendimento que o concílio de Jerusalém não havia ainda sido realizado. Pois se houvesse acontecido, bastava apenas Paulo se referir ao mesmo para acabar com tal discursão provocada pelos falsos mestres.
Para John Stott, os judaizantes não estavam apenas querendo minar a autoridade de Paulo. Mas, também minar a unidade do concílio apostólico. Quando o mesmo se remetia a questão de que Paulo pregava um evangelho diferente do que o evangelho pregado pelos outros apóstolos.
Paulo neste texto se remete a fatos que argumentam a favor da unidade existente entre a liderança apostólica e também ao fato de não ocorrerem diferenciações entre seu evangelho e o evangelho dos outros apóstolos.
A semelhança dos dias de Paulo. Em nossos dias nós também somos confrontados por pessoas que desejam minar nossa liderança, destruindo assim a unidade da igreja. Todos nós sabemos que o alvo principal de Satanás na igreja do Senhor é a liderança da mesma. Se ele consegue paralisar a liderança. A igreja fica sem visão e por consequência sem direção. E, sem saber para onde vai, qualquer lugar é lugar.
Posso retirar deste texto de Paulo alguns ensinamentos preciosos para as nossas vidas:

1º Ensinamento – Uma liderança deve sempre reunir-se. (versos 1-2)
            Paulo estava indo a Jerusalém encontrar-se com os apóstolos para discutir acerca do evangelho que pregava ser o mesmo que os apóstolos pregavam. Porém, ele os queria fazer entender que a diferença se encontrava no foco que o mesmo estava dando em seu ministério.
            Seu intuito era convecê-los que assim como Pedro fora chamado para pregar aos judeus, ele, Paulo, havia sido chamado por Jesus para pregar aos gentios. Porém, o que diferenciava entre eles eram suas metodologias de trabalho.
            De modo nenhum Pedro se utilizaria das mesmas estratégias de que Paulo se utilizou para convencer aos judeus acerca da salvação em Cristo Jesus. São povos totalmente diferentes, costumes diferentes, etc. Jamais o que funcionou para um funcionaria para o outro.
            Naquela reunião de liderança Paulo queria dar aos irmãos entendimento sobre esta questão. Nós como líderes, devemos entender que a igreja do século XXI, não é a mesma do século I, XVI, ou XX. A igreja de hoje precisa encontrar métodos estratégias, formas, de alcançar o seu povo sem perder a sua essência. Ou seja, sem perder o pressuposto das Escrituras.
            Nós como líderes cristãos devemos entender isso e juntos orarmos ao Senhor nosso Deus para que Ele nos direcione acerca do rumo que Ele quer trilhemos para sua Glória e honra.

2º Ensinamento – Paulo e seus líderes de confiança. (versos 1 e 2)
            Paulo era um homem de uma perspicácia tremenda. Ele sabia que, Barnabé era judeu, e Tito era gentio convertido ao evangelho. Sendo assim, ele tinha entre o seu colegiado pessoas que comprovam de ambos os lados que o evangelho que ele ministrava não era diferente do evangelho ministrado pelos outros apóstolos.
            Barnabé era um homem de confiança do colegiado apostólico. Bem provavelmente ele fazia parte do grupo dos setenta discípulos enviados por Jesus para pregar o evangelho, o livro de Atos faz excelentes atribuições ao seu nome. Ou seja, um homem de confiança.
            Tito era um filho na fé do apóstolo Paulo. Este jovem não havia sido circuncidado. Paulo o leva até o conselho apostólico para que o mesmo prove diante dos apóstolos o conteúdo de sua fé. Com aprovação dos apóstolos, ele seria mais uma forte argumentação a seu favor contra os judaizantes.
            O apóstolo se cerca de pessoas que completavam o seu ministério. Ele sabia que não conseguiria realizar a obra de Deus sozinho, isolado. A igreja é um corpo, e sendo um corpo, somos dependentes uns dos outros para que todo o corpo seja alimentado e tem bom estado de saúde.
            Especificamente os líderes cristãos. Devem entender que precisam se cercar de homens e de mulheres de confiança para a realização do trabalho. Todos nós temos nossos pontos fortes e nossos pontos fracos. Por este motivo devemos ter pessoas em nossos pontos fracos que nos deem suporte para que essa área de nossa liderança seja suprida de modo que sejamos completos por esta pessoa que nos auxilia na liderança.
3º Ensinamento – O foco da liderança de Paulo. (verso 9 e 10)
            Paulo termina o texto que estamos exaurindo nesta noite falando sobre o foco de seu ministério. Ele diz que ele foi enviado aos gentios e os outros apóstolos aos judeus. O que não o excluí de pregar também para os judeus. Apenas direciona o seu ministério a um foco específico.
            Deus de modo Soberano havia separa o apóstolo Paulo para uma obra específica, que era levar as boas novas da salvação aos gentios. Paulo demonstra isso de modo muito claro quando chega no Areópago (Atos 17.22) e inicia sua mensagem se utilizando do contexto em que estava inserido.
            Geralmente quando um dos outros apóstolos falavam sobre a pessoa de Jesus e a salvação que a nele. Utilizavam-se do Antigo Testamento para provar que o mesmo era o Cristo. Porém, o Antigo Testamento não tinha nenhum tipo de valor aos gentios. Sendo assim, como iriam entender a mensagem que lhes estava sendo transmitida?
            Devemos entender de Deus qual estratégia o Senhor quer nos usemos para alcançar o povo em que estamos inseridos. Devemos direcionar nosso povo ao foco que o Senhor tem para a nossa igreja. Porém, nada e nenhuma estrutura deve ser voltada para coisas.
            Nossos bens, esforços, amor, cuidado, ou seja: tudo que há em nós, deve ter o fim em pessoas. Jesus morreu por pessoas e não por coisas. Sua vida, minha vida, nossa comunidade cristã, deve sempre ter como foco principal “as pessoas”.

Conclusão:
            Que o Senhor nosso Deus possa nos proporcionar uma liderança sólida para que possamos juntos nós podemos trilhar os sonhos de Deus para nossa comunidade cristã.
            Certo que em Cristo podemos exercer uma liderança com excelência:
            Pr. Roberto da Silva Meireles Rodrigues.


 BIBLIOGRAFIA:

BRUCE, F.F. Comentário Bíblico NVI: Antigo e Novo Testamento. São Paulo: Editora Vida, 2009.

CARSON, D.A.; MOO, J. Douglas; MORRIS, Leon. Introdução ao Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1997.

HALE, David Broadus. Introdução ao Novo Testamento. São Paulo: Hagnos, 2001.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

“Separado para uma grande obra”


Rio de Janeiro, 21 de Novembro de 2012.

Local - PIB em Rocha Miranda.
 Estudo realizado na “Quarta com Deus”, por ocasião da exposição da Epístola aos Gálatas.
Texto – Gálatas 1.10-17

“Separado para uma grande obra”



  1. Introdução:

Nossa reflexão de hoje será baseada no argumento Paulino acerca da validade de sua mensagem. Nesta narrativa Bíblica o apóstolo aos gentios descreve que sua autoridade como ministro de Cristo não provinha de algum interesse pessoal.
E, para balizar a sua autoridade, ele, se utiliza de dois fortes argumentos à seu favor. São eles: sua motivação em anunciar o evangelho não provinha de receber bajulação ou aplausos humanos. E, também, que ele, Paulo, não era o autor do evangelho a quem pregava. E sim, Cristo Jesus seu Senhor e Mestre.
Paulo sabia que cabia apenas a ele ser um boy da Graça de Deus. Ele era apenas um despenseiro; um mensageiro; alguém incumbido por Deus para anunciar a mensagem da salvação em Cristo Jesus.
E, essa incumbência não fora lhe dado por homem algum. E, sim pelo próprio Cristo. Paulo sabia que ele fora recrutado para uma grande obra. Uma obra de tal proporção que excedia e muito as limitações humanas de Paulo. E, a semelhança de Paulo, todo aquele que é chamado por Cristo para ser ministro e cooperador desse tão maravilhoso evangelho. Deve ter exatamente isso em sua mente. Que não somos nada, apenas somos, pela graça de Deus, mensageiros a seu dispor.
O verso 10 é a chave para o pensamento que Paulo vai discorrer no decorrer nos versículos restantes. Ele faz duas perguntas e uma afirmação: “Acaso busco eu agora a aprovação dos homens ou a de Deus? Ou estou tentando agradar a homens? Se eu ainda estivesse procurando agradar a homens, não seria servo de Cristo”. (Gálatas 1:10)
Perguntas – “Acaso busco eu agora a aprovação de homens ou a de Deus”?  Ou estou tentando agradar a homens?

1º Argumento – Essa mensagem não é minha.

“Irmãos, quero que saibam que o evangelho por mim anunciado não é de origem humana. Não o recebi de pessoa alguma nem me foi ele ensinado; pelo contrário, eu o recebi de Jesus Cristo por revelação”. (Gálatas 1:11-12)
            Paulo responde sua indagação no verso de número dez dizendo que ele não transmitia algo que provinha de sua mente, ou de seu interesse. Sua mensagem provinha de outra pessoa. Sendo assim, como ele poderia pleitear algo a seu próprio favor. Se utilizando de algo que não provinha de seu interesse pessoal.
            Geralmente quando queremos agradar alguém para nos favorecer. Fazemos baseados em nossos próprios pressupostos. Dificilmente iremos querer agradar outras pessoas pensando no interesse delas mesmas ou de outrem.
           
2º Argumento – Porque eu não recebi, nem o aprendi de homem algum.

Uma das argumentações que os falsos mestres utilizavam contra Paulo era que ele havia sido instruído por terceiros e não havia convivido com o próprio Cristo. Eles sabiam que se conseguissem convencer as pessoas com este argumento a mensagem de Paulo teria descrédito e ele ficaria com sérios problemas em reverter à situação.
Os estudiosos acreditam que esta referência de que Paulo recebera o evangelho de homens, vem de sua ligação com Ananias após sua conversão. Porém, o fato de seu reconhecimento como apóstolo ter sido feita por intermédio de homens, o chamado fora feito pelo Senhor. Sendo assim, sua autoridade brotava do próprio Deus.




Afirmação - Se eu ainda estivesse procurando agradar a homens, não seria servo de Cristo”. (Gálatas 1:10)     
            O que Paulo quer dizer é que para ele era muito mais fácil continuar a exercer sua antiga religião. Haja vista que ele mesmo vai dizer nos versos 13 e 14: “Vocês ouviram qual foi o meu procedimento no judaísmo, como perseguia com violência a igreja de Deus, procurando destruí-la. No judaísmo, eu superava a maioria dos judeus da minha idade, e era extremamente zeloso das tradições dos meus antepassados”. (Gálatas 1:13-14)
            Paulo leva aos seus leitores a pensa de forma lógica e inteligente. De certa forma, se ele, tivesse querendo tirar algum proveito pessoal. E, por este motivo estaria bajulando homens. Não seria bem mais fácil para ele continuar no judaísmo. Onde ele já havia ganhado fama e status, se é que assim podemos dizer.
            Todavia, os interesses do apóstolo não eram de cunho pervertido e mesquinho. O desejo do seu coração era ser fiel ao Senhor através do chamado que receberá do mesmo. Ele não queria agradar a homens, importava a ele agradar a Deus. Mesmo que isso significasse desagradar aos homens.

Conclusão:
            Paulo termina nos versos 15 à 17 reafirmando quem o chamou. Todo aquele que é vocacionado pelo Senhor deve ter a convicção plena que seu chamado não proveio de nenhum interesse pessoal ou da parte de algum homem.
            Porém, a convicção do vocacionado deve sempre emanar do Deus criador. Caso contrário, a vocação perde o seu sentido e autoridade se torna questionável.
            Certo que Cristo é fiel aos seus vocacionados:
            Pr. Roberto da Silva Meireles Rodrigues.





BIBLIOGRAFIA:

BRUCE, F.F. Comentário Bíblico NVI: Antigo e Novo Testamento. São Paulo: Editora Vida, 2009.

CARSON, D.A.; MOO, J. Douglas; MORRIS, Leon. Introdução ao Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1997.

HALE, David Broadus. Introdução ao Novo Testamento. São Paulo: Hagnos, 2001.

Uma igreja que vive a plenitude da comunhão cristã - Atos 2:42-47

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