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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

1ª Ministração - A importância de sonhar - 1º Hábito de um líder eficaz de célula.

EARLEY, Dave. 8 Hábitos do líder eficaz de grupos pequenos. Curitiba, PR: Ministério igreja em células do Brasil, 2006.

Oito Hábitos eficaz de um líder de célula

1ª Ministração – A importância de sonhar – 1º Hábito de uma líder eficaz
Introdução:
            Nossa pequena experiência de pouco mais de dez anos trabalhando efetivamente em uma igreja que trabalha na visão celular nos fez visualizar e refletir na prática questionamentos do tipo: “Por que alguns grupos crescem e se multiplicam e outros não? Será que alguns grupos se multiplicam devido aos dons e talentos de seus líderes? Ou até mesmo por causa de sua personalidade?”
            Como falei acima, minha pouca experiência me proporcionou de forma empírica a presenciar que não existia nenhuma relação com a pessoa do líder e suas habilidades. Porém, percebi que os líderes que mais multiplicavam grupos em nossa comunidade cristã não eram exatamente aqueles que mais se “destacavam” por seus dons e talentos. Mas sim, aqueles que praticavam alguns hábitos regulares em sua vida.
            Meu pastor na época deu-nos de presente um livro chamado: “Oitos hábitos do líder eficaz de grupos pequenos”. Esse livro foi composto tendo como pressuposto a experiência e estatística de um estudioso do movimento de igreja em células no mundo. Seu nome: Dave Earley.
            Essa obra foi essencial para clarificar a minha mente acerca dos hábitos que um líder eficaz precisa desenvolver para obter êxito em sua empreitada. Na verdade, o que Dave identificou são princípios Bíblicos que não estão vinculados à cultura, grupo, raça, sexo, situação sócio econômica, etc.
            Outros fatores que se demonstraram inteiramente a favor das práticas destes hábitos na vida de todo líder de célula, são eles:
·         Os hábitos são fáceis de entender e lembrar.
·         Os hábitos são mensuráveis, não são coisas absurdas e impraticáveis.
·         Os hábitos são extremamente motivadores.

Em nosso encontro de hoje iremos meditar sobre os quatro primeiros hábitos: sonho, oração, convite e contato. Vamos esmiuçar quando um deles e os aplicaremos em nossas vidas e lideranças.

2.1. Sonho: sonhe em liderar um grupo saudável que cresce e se multiplica.
            O desenvolvimento desse hábito pode fazer toda diferença na vida de um líder de célula. Haja vista que o crescimento salutar de seu grupo está ligado ao tempo de Deus e todos nós sabemos que o tempo de Deus muitas vezes não é o nosso. E, é exatamente neste aspecto que entra a importância do sonho.
            O tempo poderá trazer algumas dificuldades que podem ocasionar na perda do foco. Por exemplo: o líder que já não multiplica a sua célula há mais de um ano poderá se desanimar e acabar abandonando a liderança. Outro exemplo: um líder que perdeu o sonho de multiplicar sua célula de forma saudável acaba levando o seu grupo a um completo comodismo e acaba gerando uma doença na célula.
            É por estes fatores e muitos outros que é extremamente salutar que um líder sonhe com a multiplicação de sua célula de forma salutar. Pois o sonho o fará ter foco no alvo em que o Senhor determinou em seu coração. E, esse alvo o estimulará a ter perseverança. Pois até mesmo o servirá como desafio.

2.2. Ter um sonho aumenta o potencial.
            O potencial e um grupo que se multiplica uma vez por ano é exponencial. Vamos pensar de forma bem prática acerca deste assunto. Se em um ano uma célula se multiplicar, passará a ser duas, se agora essas duas se multiplicarem em um ano, passarão a serem quatro, se essas quatro se multiplicarem em um ano, passarão a serem oito, e assim consecutivamente.
            Imaginem quantos líderes sairão do seio destas células. Imaginem quantas pessoas serão alcançadas dentro deste movimento. Imaginem quantos casamentos serão restaurados dentro deste movimento. Imaginem quantas crianças terão melhor perspectiva de futuro dentro deste movimento. Imaginem e sonhem comigo e deixem a sua mente e seu coração voar nas asas do Espírito. Que coisa tremenda Deus pode fazer!
            Cultivar o hábito de sonhar em nossas vidas gerará sempre em nossos corações a probabilidade de termos um potencial mais elevado diante do Senhor. Vou dar um simples exemplo de um líder que cultivou em seu coração um sonho. Foi de um pequeno grupo saudável que se deu o início a um movimento que iria impactar o mundo. O nome do líder desse pequeno grupo é John Wesley. E, o nome do movimento que impactou o mundo ficou conhecido até os nossos dias como igreja Metodista. Tudo iniciou com um pequeno grupo que se reunia na Universidade de Oxford. Hoje eles são um movimento cristão com mais de 11 milhões de pessoas espalhadas pelo mundo.

2.3. Ter um sonho ajuda na realização.
            De forma prática o cultivo do sonho para a multiplicação de uma célula saudável é primordial. Esse sonho nos impulsionará a sermos práticos para a realização do mesmo. A semelhança de nossa vida pessoal, onde temos total ciência que conquistamos muitas coisas simplesmente pelo fato de termos sonhado antes com elas. Caso o nosso coração não tivesse sonhado. Dificilmente teríamos empenhador força e implicado nossas vidas para tal empreendimento.
            Se simplesmente liderarmos uma célula por que nos foi dado essa missão. É bem provável que não tenhamos êxito na realização do trabalho. Todavia, se enchermos o nosso coração de sonhos para a multiplicação e a vida salutar de nossa célula. Existe uma grande probabilidade de realizarmos o mesmo.

2.4. Ter um sonho ajuda a manter o foco e canalizar energia.
            Termos um sonho, nos ajuda a canalizarmos nossa energia no foco. Caso não façamos assim. Podemos incorrer no erro de sermos prolixos em nossas funções. Ou seja: podemos tentar fazer e até mesmo fazer muitas coisas. E, acabar não fazendo o que é essencial, ou pelo menos deveria de ser.
            Vou dar um pequeno exemplo prático de como funciona esse sapiencial. Um time de futebol só consolida sua vitória se conseguir chegar a fazer um gol no time adversário. Caso o mesmo, concentre suas forças em apenas tentar se defender, jamais irá ser o vencedor. Assim também funciona se não tivermos sonhos com alvos específicos. Iremos até mesmo está jogando, mas não conseguiremos marcar o gol da vitória.
2.5. Ter um sonho aumenta o valor do grupo:
            Se conseguirmos nutrir os sonhos de Deus para os nossos grupos pequenos. Iremos enxergar a tarefa de liderar um grupo, não apenas com uma simples liderança qualquer. Mas, nossa visão será de sonhar em treinar líderes que irão impactar as nações, sonhar com milhares de vidas e famílias restauradas pela atuação do Santo Espírito de Deus, sonhar com milhares de nações sendo alcançadas pelo evangelho de nosso Senhor e salvador Jesus Cristo.
            Sonhar com alvos específicos e saudáveis fazem aumentar o valor de nosso pequeno grupo para nós e também para as pessoas que lideramos. Haja vista que elas irão perceber ao olhar em nossos olhos uma paixão contagiante pelo que estamos sonhando e propondo a eles a sonharem junto conosco.

2.6. Ter um sonho motiva os líderes a continuar persistindo:
            Nem sempre as coisas saem do jeito que estamos planejando. Os imprevistos as vezes batem na porta e nos trazem obstáculos para conseguirmos realizar nossos objetivos. Todavia, se tivermos sonhando com os nossos alvos. Eles nos ajudarão a manter o foco em meio aos obstáculos enfrentados.
            Os obstáculos podem ser os mais diversos. Por exemplo: um auxiliar de célula que é transferido de horário no trabalho, uma diminuída do número de visitantes, etc. Os alvos estabelecidos em sonhos nos ajudam a ultrapassar a estas barreiras. Quando não conseguimos olhar com os olhos da fé, ficamos sujeitos a perdemos o foco e acabamos caindo nas astutas ciladas do nosso inimigo.
2.7. Três sonhos de um grupo pequeno altamente eficaz:
2.7.1. Saúdo do grupo:
            Precisamos entender que o que gera saúde em um grupo pequeno ou em qualquer organismo vital da igreja é a presença de Deus. Não podemos de modo nenhum pensar que metodologia, metas, ou qualquer outra coisa pode substituir a presença de Deus. Nada pode substituir a presença de Deus. Simplesmente nada!
            É a presença de Deus que irá transformar a vida das pessoas. O Senhor Deus que irá transformar o coração das pessoas as fazendo desejarem ardentemente compartilhar sua fé. É o Senhor Deus que produzirá em seus corações um desejo ardente em se santificarem n’Ele, etc. É a presença de Deus que faz a diferença!
            Precisamos estar constantemente em oração pelo nosso grupo. Devemos estar jejuando diante do Senhor pedindo a Ele que gere em nossos corações e vidas um desejo ardente em adorá-lo a todo tempo, com tudo que temos e somos. Nossa vida de proximidade com Deus irá refletir na saúde de nosso pequeno grupo.
            Dave sugere algumas barreiras à saúde do grupo. São elas:
1ª Barreira – Orgulho:
            A Palavra de Deus nos ensina que Deus resiste ao soberbo, ao orgulhoso. Veja: “Antes, ele dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes”. (Tiago 4.6)
Todavia, a Palavra nos ensina que Ele está ao lado do que é humilde e quebrantado: “Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos”. (Isaías 57.15)

2ª Barreira – Pecado:
            A Palavra nos ensina que Deus se afasta de nós se vivermos vidas de pecado. Não adianta tentarmos mascararmo-nos. Diante do Eterno todas as coisas estão nítidas. Nada está oculto a Ele, o Soberano Senhor. Veja o que diz o salmista: “Se eu atender à iniquidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá”; (Salmos 66.18)

3ª Barreira – Conflitos não resolvidos:
            Conflitos não resolvidos não nos permite prestarmos adoração a Deus. Jesus nos ensinou sobre este fator no sermão da montanha. Se tivermos, algum conflito não resolvido, precisamos urgentemente resolvê-lo. Para que assim possamos novamente nos aproximar de Deus. Veja o que Jesus disse: “Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti,Deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem e apresenta a tua oferta”. (Mateus 5.23-24)

2.7.2. Crescimento Numérico do Grupo:
            Se seu pequeno grupo for saudável, normalmente ele irá crescer. A semelhança de todo organismo vivo que se desenvolve com o tempo. Assim também acontece na vida de sua célula. Se vocês estiverem diante Deus se santificando, buscando convidar pessoas para estarem juntas na célula. Naturalmente a coisa irá fluir. Todavia algumas barreiras podem se colocar a frente:

1ª Barreira – Espaço físico limitado:
            Uma das barreiras que podemos encontrar é a questão do espaço físico limitado. É impossível nós queremos colocar dois litros de água, em uma garrafa que só cabe 1,5l. Sendo assim, também é impossível crescermos numericamente onde o espaço físico limita a quantidade de pessoas. É evidente, que se o grupo estiver muito grande, o líder já deva estar preparando um novo líder para poder realizar a multiplicação.
2ª Barreira – Falta de vida espiritual:
            Se não estivermos em comunhão com o Pai celestial não poderemos querer que o nosso grupo também esteja. As pessoas são atraídas pela vida que há em Cristo Jesus e não na morte que há em nossa carne. Só podemos dar aquilo que temos. Se não temos comunhão com Cristo, não teremos poder e autoridade para transmiti-lo.
3ª Barreira – Falta de evangelismo intencional:
            As pessoas não irão bater na porta das casas onde suas células estão se reunindo para lhes dizer que vieram fazer uma visita. É necessário que haja estratégias para que novas pessoas sejam acrescentadas a vida de seu grupo pequeno. É necessário que haja um planejamento intencional no convidar outras pessoas para se aproximarem de nós. Caso contrário, seremos apenas sonhadores.
4ª Barreira – Falta de contato com os membros e falta de atividades sociais.
            Se o líder não manter contato com os membros de sua célula irá acabar se afastando das pessoas. E então irá falhar em outro ponto vital da vida celular que é o “uns outros” que a Bíblia nos ensina. Para uma vida celular sadia o líder deve estar contactando as pessoas que fazem parte de sua célula visando aproximá-las e lembra-las dos desafios propostos. Outro fator primordial são os encontros sociais. Ou seja: churrasco, piquenique, etc. Isso tira o grupo da formalidade do dia a dia, e proporciona a aproximação de novas pessoas.
5ª Barreira – Falha do líder em treinar auxiliares:
            Para que haja multiplicação de uma célula. É necessário que outro líder esteja treinado para assumi-la. Todavia, quando um líder falha na execução desse processo. Ele estará levando a sua célula ao fracasso. Pois chegará o momento em que a mesma enfrentará outros desafios que pela quantidade de pessoas ele não irá conseguir dar o suporte necessário.

2.7.3. Multiplicação do grupo:
            O líder do grupo deve sempre estar focado nesse alvo. Nunca, jamais, ele deve perde de vista este propósito. Para isso ele deve estar sempre acompanhado seus auxilires em seu desenvolvimento. E, sempre estar delegando aos auxiliares, funções dentro da vida da célula. Se faltar planejamento para multiplicação, se faltar preparação de novos auxiliares... certamente teremos falhas e o grupo não irá conseguir se multiplicar.

           


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

1º Encontro - GRM 500


1º Encontro - GRM 500




Apresentação:
            Olá queridos empreendedores do Senhor:
            Graça, paz e misericórdia da parte do nosso Deus e Pai estejam sobre as nossas vidas!
            Sejam bem vindos ao mais novo desafio que o nosso Deus têm derramado no coração de sua igreja. É bom saber, que podemos contar com você; visando o cumprimento da missão que recebemos de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que é de: “Fazer discípulos de todas as nações” (Mateus 28.19-20).
            Hoje iremos iniciar uma série de encontros que demos o nome carinhoso de “GRM500”, que traduzindo quer dizer: Geração Rocha Miranda 500 membros. O nosso alvo é que em 5 anos sejamos 500 membros. Nossa realidade de culto hoje perpassa em no máximo termos 150 frequentadores, e sendo esta palavra bem apropriada: “frequentadores”.
            Nosso alvo é levar a igreja a crescer 3 vezes em sua quantidade de membros. É, alcançarmos mais de 350 pessoas no mínimo nos próximos 5 anos de nossa existência. O desafio não para por aí; haja vista que temos hoje cerca de 150 de frequentadores de igreja. E o desejo do coração de Deus é que em 2018, tenhamos 500 discípulos de Jesus. Queremos ser conhecidos como uma igreja de discípulos e não como uma igreja de frequentadores, de ouvintes, ou alguma outra coisa semelhante.
            Em uma palestra ministrada pelo Pr. Cristiano Pesset, na Primeira Igreja Batista em Oswaldo Cruz, no dia 05/07/2012, o mesmo se utilizou um dado estatístico interessante para conotar a diferença de uma igreja de modelo tradicional, para uma igreja em pequenos grupos. Ele disse que em uma igreja tradicional 20% das pessoas vivem de fato o evangelho, e os outros 80% são somente frequentadores, pessoas que não se envolvem em nada, somente observam o que de fato vem sendo realizado pelos outros 20%.
            Já em uma igreja em pequenos grupos 80% vivem o evangelho. É uma inversão. Não é verdade? É um oposto e tanto; a diferença existente entre uma igreja do modelo tradicional, para uma igreja do modelo em pequenos grupos. Por este motivo, não queremos ser uma igreja inchada, uma igreja que cresceu sem qualidade e sem intimidade com o Senhor Jesus. Queremos ser 500 discípulos de Jesus.
            Creio que você deva estar pensando: “Que desafio é isso! Será que podemos conseguir de fato alcançar esse nosso objetivo?”
            Eu te responderia, lembrando-te, de alguns versículos da Palavra do nosso Deus:      “Porque para Deus nada é impossível”. (Lucas 1.37)
            “E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém”. (Marcos 16.20)
            “De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas”. (Atos 2.41)
            “Muitos, porém, dos que ouviram a palavra creram, e chegou o número desses homens a quase cinco mil homens.” (Atos 4.4)
            Depois do Senhor ter refrescado nossas memórias através de sua Palavra. Podemos voltar a sonhar não é verdade? De fato, nós como igreja do Senhor Jesus, nos últimos anos temos sido extremamente abalados pelas mais diversas notícias ruins e também pelas mais diversas decepções.
            Mas o Senhor nos trouxe aqui para voltarmos a sonhar. Voltarmos a ter esperança que Jesus pode voltar em nossa geração, se decidirmos pregarmos o evangelho do Reino por todos os povos, raças, tribos e nações.
            Meu coração está queimando de amor pelos amigos que ainda não conhecem a Jesus. A cosmovisão Bíblica para sermos uma igreja referencial é ser uma igreja do povo. E para sermos uma igreja do povo, precisamos de fato está entre o povo, e para estarmos entre o povo com nossa estrutura eclesiástica será impossível. Deus têm me levado a compreender esta questão. Para uma igreja estar entre o povo, ela deve estar se reunindo de casa em casa. Em minha opinião a melhor eclesiologia que preenche este modus operandi é: uma igreja em pequenos grupos nas casas.
             Esse tempo será essencial para nossas vidas e para o futuro de nossa comunidade cristã. Vamos neste tempo orar, chorar diante de Deus, tirar dúvidas, sermos confrontados pela Palavra, termos o nosso coração aquecido pela visão de Deus para sua igreja.
            Minha oração é que você possa degustar de cada segundo deste nosso momento juntos!
            De seu pastor, Roberto Meireles.


1 – O que são pequenos grupos?
            Tendo em vista elucidarmos o que são pequenos grupos. Creio que a melhor maneira, melhor dizendo o melhor pressuposto a alicerçarmos nosso pensamento, é dizer que o que não é um pequeno grupo!

O que não é um pequeno grupo:

1.1. Grupo de oração – As pessoas que vão a este grupo, elas estão interessadas em orar, é óbvio. O que acarretará em não cumprir os propósitos que um pequeno grupo possui.

1.2. Grupo de Estudo Bíblico – As pessoas que vão a este grupo possuem o interesse em obter conhecimento teológico. Em sua grande maioria os líderes destes grupos são pessoas que querem demonstrar conhecimento teológico. O não cristão não é bem vindo neste ambiente. Sem contar que outros propósitos tais como: comunhão, adoração, edificação mútua, não são alcançados.

1.3. Grupos de comunhão – As pessoas que vão a este grupo estão interessadas em construir uma panelinha. É uma busca de crescimento espiritual exclusivista, egoísta. O propósito do pequeno grupo é se tornar uma panelinha sem tampa. Onde outras pessoas possam ter acesso.

1.4. Grupos de cura interior ou apoio – As pessoas que frequentam este tipo de grupo. São pessoas que ser curadas de seus traumas emocionais. O grupo se torna uma espécie de terapia em grupo. Geralmente estes grupos tendem a falhar por não apontarem para Jesus como o centro da reunião.

1.5. Ponto de Pregação – Esse grupo é aquele que necessita de um clérigo (pastor ou seminarista) que tem como fim, o fim em si mesmo. Ou seja; é mais um culto. Não há uns aos outros. Não existe relacionamento. Os moldes são o mesmo da celebração.


Então o que é um pequeno Grupo?
            O pequeno grupo é a igreja que se reúne durante a semana nas casas. E, que, aos domingos se reúne para a grande celebração (culto). Durante a semana é no pequeno grupo que ocorre de fato a vida da igreja. De casa em casa, os irmãos vão “INDO”: evangelizando, confraternizando, edificando, servindo, ministrando, discipulando, realizando o que a Bíblia chama de “uns aos outros”.
            Ralph Neighbour Jr., conceitua da seguinte forma: “A célula é o lugar em que as pessoas são evangelizadas, discipuladas, equipadas para servir; é o lugar em que os membros se edificam mutuamente. O grupo serve como comunidade em que os cristãos podem prestar contas uns aos outros e manter total transparência entre si.”[1]
            O grupo pequeno é muito mais do que uma reunião semanal. Não podemos cair no mesmo erro de antes e tornar algo novo, velho. Ou seja, voltar à estrutura antiga, sem estar na estrutura antiga. Devemos mudar a nossa cosmovisão acerca do que de fato é viver em comunidade base. Podemos estar em um grupo pequeno, como uma mentalidade de uma estrutura de culto tradicional.
            A essência da vida em pequenos grupos é o relacionamento. A igreja do Senhor Jesus Cristo é relacional. Devemos sempre ter isso em mente. Por este motivo que damos mais valor as pessoas, em detrimento das coisas. Porque entendemos que o ser humano não é uma máquina, um objeto, ou alguma outra coisa semelhante.
            É tendo relacionamentos uns aos outros que experimentamos na prática do dia a dia, a vida cristã. O pequeno grupo ele possuí uma identidade. Porque ele possui: hora, local, constância, segurança, etc.
            Nossa cosmovisão é que os grupos sejam construídos por faixas etárias e comum interesse. Vamos exemplificar isso: Um jovem procurará um grupo de jovens. Um adolescente um grupo de adolescente. Uma mulher procurará um grupo de mulheres.
            Precisamos nos policiar para também não fazermos do grupo pequeno um fim em si mesmo. A finalidade do grupo é nos encontramos com Jesus. O Senhor é o alvo de nossas reuniões. E por Ele ser o alvo. O desejo do seu coração é que nos alcancemos os amigos não cristãos. Por este motivo um grupo sadio deve sempre multiplicar.
            Vale a pena nos recapitularmos então o que não é um grupo pequeno!
           
            Então vamos lá. O que não é um grupo pequeno:
-        Um grupo pequeno não é um grupo de oração.
-        Um grupo pequeno não é um grupo de estudo bíblico;
-        Um grupo pequeno não é um grupo de comunhão.
-        Um grupo pequeno não é um grupo de cura interior.
-        Um grupo pequeno não é um ponto de pregação.

2 – Quais os objetivos de um pequeno grupo?
            O pequeno grupo possui a finalidade de alcançar quatro objetivos. Que são os quatro momentos que podemos encontrar em um pequeno grupo. Estes momentos são chamados de 4 E's.
Que são: Encontro (Quebra-Gelo), Exaltação (Louvor e Adoração), Edificação (Aplicação da Palavra de Deus) e Evangelismo (os desafios para a semana de evangelização).

2.1. Encontro (Quebra-Gelo):
            O momento do quebra-gelo é fundamental para um pequeno grupo. Principalmente quando o grupo é novo. E, por ser novo, as pessoas ainda não possuem laços de afetividade. Podendo gerar um constrangimento. Por este motivo é fundamental o quebra-gelo no inicio do grupo. Para literalmente quebrar o gelo.
            Vale salientar:
-        O quebra-gelo não é um jogo;
-        O mesmo objeta fazer com que a pessoa tire a tensão de si mesma;
-        Ele introduz todos os participantes do pequeno grupo no assunto a ser tratado.
-        Sua intenção é literalmente quebrar o gelo inicial.
-        É preciso ter cuidado para não expor a intimidade de alguém.

            Podemos citar alguns exemplos:
-        Qual seu estilo de musical preferido?
-        Qual é a fruta que se mais gosta e por quê?
-        Fale de uma experiência sua que marcou sua vida positivamente.
-        Qual foi o maior mico que você já pagou?

2.2. Exaltação (Louvor e Adoração):
            Esse momento nós vamos externar o nosso louvor ao Senhor. É o momento onde cantamos cânticos e adoramos ao nosso Senhor Jesus pelo que Ele é para nós. Devemos tomar alguns cuidados neste momento. Por exemplo:
-        Escolher cânticos do cancioneiro. E somente do mesmo! Haja vista que aqueles cânticos foram selecionados por nossa ministra de música e foram teologicamente analisados e ponderados a luz das Escrituras.
-        Não ficar pregando entre os cânticos. O pequeno grupo não é lugar para isso.
-        A pessoa que for encarregada precisa se preparar espiritualmente para esse momento. Não basta apenas cantar por cantar. É preciso realizar todo processo antes do encontro em oração e intimidade com o Senhor para poder ministrar vida.
-        A escolha dos cânticos não deve ser aleatória. Deve ser feita de acordo com o tema a ser tratado e em oração.
-        No máximo três cânticos devem ser entoados ao Senhor. E no mínimo 1 cântico.

2.3. Edificação (Aplicação da Palavra de Deus):
            O encontro agora tem como objetivo tratar das pessoas em suas necessidades. Por isso é bom lembrar que o líder não é um professor, mas sim um facilitador. No grupo pequeno não estamos preocupados em elucubrações profundas do texto Bíblico. Mas nosso foco é experimentar os princípios práticos da Palavra de Deus em nossas vidas.
            Jamais o líder deve se alongar muito em sua fala e em suas considerações. Seu papel é apenas de facilitar, envolver os membros do pequeno grupo em aplicar os princípios Bíblicos em suas vidas.
            Algumas considerações:
-        O estudo deve alcançar as pessoas em suas necessidades.
-        O facilitador deve transmitir ânimo, desafiar, estimular as pessoas envolvidas.
-        O bom facilitador sempre consegue envolver o estudo com as necessidades das pessoas.
-        O pequeno grupo é o lugar onde as pessoas abrem o seu coração e recebem apoio, tratamento espiritual, tratamento emocional, etc.
-        O bom facilitador concentra aplicação do estudo não em seu conhecimento. Mas sim na vida das pessoas.
-        Extraia do grupo um fedeeback sobre o que foi aprendido.
-        Aplique o estudo no final fechando com perguntas do tipo: De tudo que falamos. O que você vai aplicar em sua vida?
           
2.4. Evangelismo (os desafios da semana para evangelização):
            Esse momento é bem prático. É o momento onde o líder do grupo o desafia aos membros a evangelização durante a semana. O grupo pode realizar procedimentos tradicionais do tipo evangelização pessoal. Mas também pode se utilizar de alguma estratégia em grupo combinada.

2.5. Outras considerações:
-        O pequeno grupo deve ter uma duração máxima de duas horas. Incluindo o momento do lanche.
-        Os momentos devem ser seguidos à risca; Encontro, Exaltação, Edificação e Evangelismo.
-        Evite cancelar as reuniões do grupo. Isso é um balde de água fria nos membros de seu pequeno grupo.
-        Procure equilibrar os momentos. Lembrando sempre que a prioridade é alcançar as necessidades das pessoas envolvidas.
-        Lembrar as pessoas que o for dito ali, fica ali!














[1]          NEIGHBOUR, Ralph W. Jr. Manual do líder de célula. 3ª edição. Curitiba: Ministério Igreja em células. 2000. Pg. 13.

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