RESENHA CRÍTICA:
HYBELS, Bill. Liderança Corajosa. São Paulo: Vida,
2002. Págs. 255.
O autor propõem-se a tratar do assunto liderança. Seu interesse
pelo tema é derivado do assunto proposto não ser algo teórico,
abstrato em sua vida, mas sim empírico e fruto de uma construção
com alicerces com profundo arcabouço acadêmico. Ao longo de trinta
anos o referido autor ocupa o cargo de Pastor Sênior em uma das
comunidades cristãs que mais crescem em números de adeptos e também
relevância social, comunidade esta chamada chamada de Willow Creek
Church. Seu tempo de exercício da função e sua especialização no
tema, lhe concedem autoridade para sua construção literária.
Bill parte do pressuposto que a semelhança do meio secular, onde as
pessoas se especializam cada vez mais em busca da realização de uma
profissão com excelência. Assim também, os líderes eclesiásticos,
podem render muito mais, se compreenderem melhor qual o seu papel
para a vitalidade de uma igreja local. E, é claro, sua visão não
se limita a igreja local, sua proposta é que a liderança em
comunidades cristãs através da igreja local, sejam por consequência
inevitável, uma salutar proposta da expansão do Reino de Deus.
No decorrer de suas palavras nos torna evidente o seu entendimento
de que somente a igreja local têm poder para mudar a realidade do
mundo. Hybells não quer
afirmar com essa frase o entendimento de que o poder de mudar as
pessoas está na igreja instituição. Pelo contrário, esta
afirmação, parte do princípio de que somente através da pessoa de
Jesus Cristo, o mundo pode alcançar o poder redentor e regenerador
que há em Cristo Jesus. E quem é portadora desta mensagem que
transforma vidas é a igreja de Jesus Cristo, que é responsável em
continuar a sua obra.
Seu desafio é despertar nos
líderes eclesiásticos a importância deles na vida da igreja, para
que a mesma cumpra a sua missão, que é de transformar pessoas que é
a mensagem central do evangelho de Jesus.
Logo no início de sua obra ele
começa a se indagar a cerca do que pode ou não, fazer com que uma
igreja local possa ser relevante no cumprimento de sua missão,
conforme acima descrevemos. Ele então relata suas pesquisas de
campo, e declara sua conclusão sobre sua indagação. Diz ele:
“Então
aqui está: o que igrejas frutificam possuem em comum é que são
lideradas por pessoas que possuem e desenvolvem o dom espiritual de
liderança. Sempre e em todos os lugares onde se encontrava igrejas
estimulantes e vencedoras, a exemplo de Atos 2, também descobria um
pequeno grupo de irmãos e irmãs que, de forma humilde e devotada,
forneciam a visão estratégica e a inspiração que possibilitavam
que toda congregação frutificasse abundantemente. Por favor,
compreenda, não é que eu acredite o dom de liderança seja mais
importante que os outros dons. É que, simplesmente, aquelas pessoas
com o dom de liderança são excepcionalmente equipadas para criar
estratégias e estruturas, que propiciarão oportunidades para que
outras pessoas usem seus dons com a máxima eficiência. Líderes
possuem uma visão global e compreendem como ajudar os outros a
encontrar utilidade neste contexto.1
Na pesquisa realizada pelo autor, o mesmo detectou que as igrejas
que seus membros possuíam o dom de liderança e que desenvolviam o
mesmo em prol do fortalecimento e crescimento da igreja, estas
igrejas conseguiam cumprir sua missão de uma forma mais holística e
concatenada.
E sua concepção é que Deus se utiliza destes líderes para
derramar em seus corações a “visão”2.
Isso significa qual é o plano de Deus para aquela igreja local.
Querendo fundamentar seu pensamento. Ele faz citações de diversos
líderes na história Bíblica e da história geral, que se tornam
exemplos de como Deus derrama sua visão. Alguns exemplos citados
são: Martinho Lutero, João Calvino, William Willberfoce, Rev.
Martin Luther King, John Adams, Billy Graham, etc.
Na concepção de Bill a “visão” é derramada da pessoa de Deus
no líder, quando este se compromete em um profundo relacionamento
com Deus. Buscando ser esclarecido por Deus na indagação: “Qual é
o seu plano para a minha igreja?” O que podemos entender deste
pensamento de Hybells é quem dá a “visão”, ou seja a diretriz
é o Senhor Jesus.
O autor com toda maestria e domínio do assunto tratado, vai
discorrer a cerca das metodologias de aplicabilidade da mesma na
igreja local. O mesmo vai conceituar, diferenciar e de forma
brilhante direcionar como fazer a mesma ter o alcance desejado na
vida da igreja.
1
HYBELS, Bill. Liderança Corajosa. São Paulo:
Vida, 2002. Pág. 25.
2
Na concepção de Hybells visão é: “uma imagem do futuro que
produz paixão”. Ou seja, é o alvo para onde um líder guia a sua
igreja a alcançar.

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