Rio de Janeiro, 03
de Março de 2013.
Material
Utilizado – Revista Compromisso.
Editora – JUERP
Autor – Davi
Baeta
Tema – Livro de
Gênesis.
Esaú abraçou Jacó e o beijou
1.1.INTRODUÇÃO:
A lição que nós iremos exaurir nesta
manhã possui como proposta central a reconciliação entre os irmãos Jacó e Esaú.
O texto é rico em detalhes sobre a construção desta reconciliação dando-nos
detalhes sobre como Jacó divide sua família em blocos temendo a retaliação de
seu irmão devido aos seus atos realizado no passado. Porém o que vemos
transmitido nesta narrativa Bíblica é o sentimento de culpa emanado por Jacó
devido ao seu erro e o perdão de Esaú para com Jacó pelo dano que lhe fora
causado pelo mesmo.
O comentário Bíblico da Editora Vida
Nova, escrito por Derek Kidner diz algo precioso sobre este momento. Diz assim
Kidner:
“O encontro é uma
experiência clássica de reconciliação. A torrente de dádivas e as formais
procissões da família, super-organizadas quase que comicamente (como acabaram
sendo), dão certa ideia de carga que pesava na consciência de Jacó, e da
límpida graça réplica de Esaú. A culpa e o perdão são eloquentes em cada
movimento da mútua aproximação (3,4), que o Senhor nosso não pode achar melhor
modelo para o pai do pródigo neste ponto, do que Esaú. (cf.4 com Lc. 15.20)” [1]
Diante desta explanação inicial.
Precisamos entender o que de fato significa a palavra reconciliação. O
dicionário Aurélio nos dá o seguinte significado: Estabelecer paz entre
(inimigos, adversários); tornar amigos (pessoas que se malquistaram); conciliar
(coisas que parecem opostas); fazer as pazes.
Vale lembrar a razão pelo qual os
dois irmãos deveriam reconciliar-se. Jacó antes de ter sido transformado pelo
Senhor era como seu próprio nome sugestiona, “um enganador”. Certa ocasião ele
trocou com o seu irmão o dinheiro pela primogenitura de Esaú. (Gn. 25.34) E, em
outra ocasião, fingiu ser seu irmão para receber a benção que era devida ao
mesmo pelo seu pai. (Gn. 18-30)
Depois destes acontecimentos Jacó
fugiu da presença de seu irmão temendo que o mesmo o matasse. Jacó então depois
destes acontecimentos tem um encontro com Deus e têm o seu caráter moldado pelo
Senhor e passa a ter uma nova postura diante de Deus e dos homens.
Jacó agora transformado pelo Senhor
e Esaú visivelmente quebrantado. Agora reconciliam-se de seu passado turbulento
e desalentador.
O autor da revista, o Pr. Davi
Baeta, levanta dois questionamentos iniciais. São eles: O que levou Jacó a uma
atitude de reconciliação com seu irmão? Quais são os pressupostos básicos para
que haja uma verdadeira reconciliação?
Momento
Andragógico – Neste momento da lição.
Iremos pausar nossa fala e transmitir a pergunta aos nossos queridos alunos.
Sendo que, iremos dividir a classe em trios para a reflexão das perguntas. E, após
pedir que o trio envie uma pessoa para colocar no quadro a resposta do grupo
sobre as perguntas levantadas. Vale ressaltar que as respostas devem ser
objetivas para que não se perca muito tempo.
2.1. Compreendendo o que diz o texto
O
autor propõe que reconciliação entre Jacó e Esaú não fora um fato isolado.
Destarte, Deus já vinha preparando Jacó para que este momento fosse favorável.
Baeta destaca alguns fatos que nos são importantes para clareamento de nosso
entendimento neste aspecto.
2.1.1 O tratamento de Deus através de Labão
na vida de Jacó.
O texto no capítulo vinte e nove do
livro o qual estamos estudando. Nos remota a história do encontro de Jacó com
Raquel. E, como os dois se amam logo a primeira vista. Porém, o tio de Jacó,
Labão, faz um trato com o mesmo para que a mão de sua filha fosse dada a seu
sobrinho.
O trato consistia em Jacó trabalhar
durante sete anos de graça para Labão. E, após os longos anos de trabalho. Ele
teria a sua recompensa que seria Raquel. Pois bem, o texto diz que Jacó
trabalhou os sete anos de bom grado, que os anos para Jacó se passaram como se
fossem dias, devido ao amor nutrido em seu coração por Raquel.
Todavia, o que Labão não havia
contado a Jacó era que não era costume de seu povo dar a filha mais nova, antes
da mais velha em casamento. Na noite do casamento, Labão enganou Jacó lhe dando
sua filha mais velha, Léia, em algumas outras traduções, Lia. Jacó só percebeu
que havia sido enganado após a noite de núpcias pela manhã.
O autor destaca o possível
sentimento experimentado por Jacó a semelhança do sentimento que fora experimentado
por Esaú seu irmão quando foi enganado. Jacó estava experimentando na própria
pele o que ele fizera ao seu irmão no passado. Aquela situação iniciou em Jacó
um processo de quebrantamento em relação ao seu caráter.
2.1.2. Sua luta interior no vau do Jaboque.
Antes
de encontrar-se com seu irmão. Jacó precisa resolver algo de cunho íntimo. Ele
precisava resolver um conflito interior que o estava atormentando. Esse
conflito consistia na seguinte indagação: sendo quem era (usurpador, enganador,
etc) estava prosperando financeiramente, estava construindo uma linda família,
estava desfrutando de um status social legal devido a sua riqueza. Mesmo com
tudo isso a seu favor. Como ele poderia sentir que ainda estava faltando algo
dentro de si? E, por que ele deveria abrir mão de sua natureza se tudo o que
fazia acabava dando certo?
Lembro-me de uma vez ouvir dos
lábios do saudoso Pr. Álvaro Trindade que nem tudo o que dá certo, significa
que é o certo. Ele nos citou o exemplo de Moisés quando Deus o havia mando
falar a rocha e ele bateu na rocha por uma raiva momentânea. A rocha deu água
para o povo beber, ou seja: deu certo. Porém, Moisés desobedeceu às ordens de
Deus, e por este motivo não pode entrar na terra prometida. Jacó precisava entender
sobre mudança de caráter.
Deus queria usar Jacó para dar
continuidade e cumprir em Jacó a promessa que fizera a Abraão. Porém, para que
Jacó fosse instrumento nas mãos de Deus ele precisava se render totalmente ao
Senhor. Ele precisava mudar de postura, ele precisava abrir mão de sua
natureza. E, diante do Senhor se entregar por completo.
Como somos sabedores o ser humano
não pode mudar por si mesmo. É por este motivo que o Senhor vem ao encontro
dele para lutar com Ele. A luta de Jacó não era precisamente com o Senhor. Mas,
conta si próprio. A luta perdurou até o momento em que Deus o tocou. O toque de
Deus foi o suficiente para a mudança de Jacó. Que deixou de ser o enganador e
passou a ser o príncipe de Deus, Israel.
Todavia o toque de Deus deixou uma
marca em Israel. Para o resto de sua vida ele iria mancar. E, isso o faria
lembrar sobre o que Deus o fizera em sua vida. O autor faz outra indagação
interessante. Ele diz assim: Será que Jesus é realmente Senhor de sua vida?
Momento
Andragógico – Neste momento da lição.
Iremos pausar nossa fala e transmitir a pergunta aos nossos queridos alunos.
Sendo que, iremos pedir que os mesmos tenham um minuto para refletir e orar ao
Senhor tendo como base a pergunta acima supracitada.
3.1. A benção da reconciliação
O autor destaca duas atitudes que
Jacó tivera ao ir ao encontro de Esaú seu irmão. A primeira delas é a que Jacó
estava prudente. O autor é enfático em diferenciar temeroso de medroso. Ele
estava temeroso para com a atitude de seu irmão. E, agiu de forma prudente.
Podemos tirar essa atitude de Jacó como exemplo para nossas vidas. No que
precisamos ser mais prudentes?
A segunda atitude é a humildade. Ele
vai ao encontro de seu irmão prostrando-se sete vezes, demonstrando humildade.
Temos que ser humildes sempre. Jacó não estava fingindo ser humilde. Não podemos
nos esquecer que um dia antes ele havia tido um encontro com o Senhor que havia
transformado sua vida. Se nós estivermos na presença do Senhor à humildade
também será uma marca registrada em nossas vidas. E que marcas sua vida tem
demonstrado?
4.1. Passos para a reconciliação
O autor destaca três passos que
encontramos no texto Bíblico para a reconciliação entre os dois irmãos.
4.1.1. Estar em paz com Deus
O autor da revista é a favor da tese
de que tanto Esaú como Jacó estavam em paz para com Deus. Jacó é mais evidente
pelo fato de que o mesmo ter tido aquela experiência com o Senhor no vau do
Jaboque. E, o mesmo presume pelas atitudes de Esaú em relação ao seu irmão que
Esaú também estava em paz com Deus.
4.1.2. Ter paz consigo mesmo
O autor parte do pressuposto que Jacó
estava em paz consigo mesmo. Ele já havia resolvido com Deus seus problemas
anteriores. Já havia se arrependido de seu passado, do seu egoísmo. Ele já
havia encontrado em Deus paz para sua vida e tranquilidade para seus passos de
fé.
4.1.3. Estar em paz com o próximo
Se estivermos em paz com Deus e
conosco mesmo. Temos capacidade para buscar a paz para com o próximo. Jacó foi
ao encontro de seu irmão tentando fechar esse ciclo em sua vida. Ele já havia
se arrependido e diante de Deus o exposto. Mas ele precisava do perdão do seu irmão
para continuar a sua vida de cabeça erguida.
Pela graça de Deus o texto nos dá
diversos fatores que foram positivos tanto de atitudes expressas por Jacó, como
de diversas atitudes expressas por Esaú. O texto nos demonstra que os dois
encontram reconciliação. E, quando a uma reconciliação de coração há a benção
de Deus sobre a mesma e sobre as pessoas envolvidas no processo.
Conclusão:
Jacó precisava se reconciliar com
seu irmão para poder continuar sua vida. Enquanto isso não acontecesse, haveria
sobre a vida de Jacó um “fantasma” que o perseguiria o lembrando de suas
atitudes. E, você querido amigo (a), precisa se reconciliar com alguém?
Minha sincera oração é que o Senhor
tenha falado ao seu coração e você possa a semelhança de Jacó tomar os passos
necessários para buscar a reconciliação. Que Deus o ajude neste processo.
Certo de que em Cristo, toda
reconciliação é possível:
Pr. Roberto da Silva Meireles
Rodrigues.
BIBLIOGRAFIA:
FILHO, Isaltino Gomes Coelho. Gênesis:
bereshit – o livro dos princípios. Rio de Janeiro: JUERP.
KIDNER, Derek. Gênesis: Introdução e
comentário. São Paulo: Vida Nova, 1979.
Compromisso:
revista do adulto cristão – Escola Bíblica Dominical – Ano CVII – Nº 425 –
1T13.

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