sábado, 2 de março de 2013

10ª Lição - Esaú abraçou Jacó e o beijou


Rio de Janeiro, 03 de Março de 2013.

Material Utilizado – Revista Compromisso.
Editora – JUERP
Autor – Davi Baeta
Tema – Livro de Gênesis.




Esaú abraçou Jacó e o beijou

1.1.INTRODUÇÃO:
            A lição que nós iremos exaurir nesta manhã possui como proposta central a reconciliação entre os irmãos Jacó e Esaú. O texto é rico em detalhes sobre a construção desta reconciliação dando-nos detalhes sobre como Jacó divide sua família em blocos temendo a retaliação de seu irmão devido aos seus atos realizado no passado. Porém o que vemos transmitido nesta narrativa Bíblica é o sentimento de culpa emanado por Jacó devido ao seu erro e o perdão de Esaú para com Jacó pelo dano que lhe fora causado pelo mesmo.
            O comentário Bíblico da Editora Vida Nova, escrito por Derek Kidner diz algo precioso sobre este momento. Diz assim Kidner:
“O encontro é uma experiência clássica de reconciliação. A torrente de dádivas e as formais procissões da família, super-organizadas quase que comicamente (como acabaram sendo), dão certa ideia de carga que pesava na consciência de Jacó, e da límpida graça réplica de Esaú. A culpa e o perdão são eloquentes em cada movimento da mútua aproximação (3,4), que o Senhor nosso não pode achar melhor modelo para o pai do pródigo neste ponto, do que Esaú. (cf.4 com Lc. 15.20)” [1]
            Diante desta explanação inicial. Precisamos entender o que de fato significa a palavra reconciliação. O dicionário Aurélio nos dá o seguinte significado: Estabelecer paz entre (inimigos, adversários); tornar amigos (pessoas que se malquistaram); conciliar (coisas que parecem opostas); fazer as pazes.
            Vale lembrar a razão pelo qual os dois irmãos deveriam reconciliar-se. Jacó antes de ter sido transformado pelo Senhor era como seu próprio nome sugestiona, “um enganador”. Certa ocasião ele trocou com o seu irmão o dinheiro pela primogenitura de Esaú. (Gn. 25.34) E, em outra ocasião, fingiu ser seu irmão para receber a benção que era devida ao mesmo pelo seu pai. (Gn. 18-30)
            Depois destes acontecimentos Jacó fugiu da presença de seu irmão temendo que o mesmo o matasse. Jacó então depois destes acontecimentos tem um encontro com Deus e têm o seu caráter moldado pelo Senhor e passa a ter uma nova postura diante de Deus e dos homens.
            Jacó agora transformado pelo Senhor e Esaú visivelmente quebrantado. Agora reconciliam-se de seu passado turbulento e desalentador.
            O autor da revista, o Pr. Davi Baeta, levanta dois questionamentos iniciais. São eles: O que levou Jacó a uma atitude de reconciliação com seu irmão? Quais são os pressupostos básicos para que haja uma verdadeira reconciliação?

Momento Andragógico – Neste momento da lição. Iremos pausar nossa fala e transmitir a pergunta aos nossos queridos alunos. Sendo que, iremos dividir a classe em trios para a reflexão das perguntas. E, após pedir que o trio envie uma pessoa para colocar no quadro a resposta do grupo sobre as perguntas levantadas. Vale ressaltar que as respostas devem ser objetivas para que não se perca muito tempo.

2.1. Compreendendo o que diz o texto
            O autor propõe que reconciliação entre Jacó e Esaú não fora um fato isolado. Destarte, Deus já vinha preparando Jacó para que este momento fosse favorável. Baeta destaca alguns fatos que nos são importantes para clareamento de nosso entendimento neste aspecto.

2.1.1 O tratamento de Deus através de Labão na vida de Jacó.
            O texto no capítulo vinte e nove do livro o qual estamos estudando. Nos remota a história do encontro de Jacó com Raquel. E, como os dois se amam logo a primeira vista. Porém, o tio de Jacó, Labão, faz um trato com o mesmo para que a mão de sua filha fosse dada a seu sobrinho.
            O trato consistia em Jacó trabalhar durante sete anos de graça para Labão. E, após os longos anos de trabalho. Ele teria a sua recompensa que seria Raquel. Pois bem, o texto diz que Jacó trabalhou os sete anos de bom grado, que os anos para Jacó se passaram como se fossem dias, devido ao amor nutrido em seu coração por Raquel.
            Todavia, o que Labão não havia contado a Jacó era que não era costume de seu povo dar a filha mais nova, antes da mais velha em casamento. Na noite do casamento, Labão enganou Jacó lhe dando sua filha mais velha, Léia, em algumas outras traduções, Lia. Jacó só percebeu que havia sido enganado após a noite de núpcias pela manhã.
            O autor destaca o possível sentimento experimentado por Jacó a semelhança do sentimento que fora experimentado por Esaú seu irmão quando foi enganado. Jacó estava experimentando na própria pele o que ele fizera ao seu irmão no passado. Aquela situação iniciou em Jacó um processo de quebrantamento em relação ao seu caráter.
           
2.1.2. Sua luta interior no vau do Jaboque.
            Antes de encontrar-se com seu irmão. Jacó precisa resolver algo de cunho íntimo. Ele precisava resolver um conflito interior que o estava atormentando. Esse conflito consistia na seguinte indagação: sendo quem era (usurpador, enganador, etc) estava prosperando financeiramente, estava construindo uma linda família, estava desfrutando de um status social legal devido a sua riqueza. Mesmo com tudo isso a seu favor. Como ele poderia sentir que ainda estava faltando algo dentro de si? E, por que ele deveria abrir mão de sua natureza se tudo o que fazia acabava dando certo?
            Lembro-me de uma vez ouvir dos lábios do saudoso Pr. Álvaro Trindade que nem tudo o que dá certo, significa que é o certo. Ele nos citou o exemplo de Moisés quando Deus o havia mando falar a rocha e ele bateu na rocha por uma raiva momentânea. A rocha deu água para o povo beber, ou seja: deu certo. Porém, Moisés desobedeceu às ordens de Deus, e por este motivo não pode entrar na terra prometida. Jacó precisava entender sobre mudança de caráter.
            Deus queria usar Jacó para dar continuidade e cumprir em Jacó a promessa que fizera a Abraão. Porém, para que Jacó fosse instrumento nas mãos de Deus ele precisava se render totalmente ao Senhor. Ele precisava mudar de postura, ele precisava abrir mão de sua natureza. E, diante do Senhor se entregar por completo.
            Como somos sabedores o ser humano não pode mudar por si mesmo. É por este motivo que o Senhor vem ao encontro dele para lutar com Ele. A luta de Jacó não era precisamente com o Senhor. Mas, conta si próprio. A luta perdurou até o momento em que Deus o tocou. O toque de Deus foi o suficiente para a mudança de Jacó. Que deixou de ser o enganador e passou a ser o príncipe de Deus, Israel.
            Todavia o toque de Deus deixou uma marca em Israel. Para o resto de sua vida ele iria mancar. E, isso o faria lembrar sobre o que Deus o fizera em sua vida. O autor faz outra indagação interessante. Ele diz assim: Será que Jesus é realmente Senhor de sua vida?

Momento Andragógico – Neste momento da lição. Iremos pausar nossa fala e transmitir a pergunta aos nossos queridos alunos. Sendo que, iremos pedir que os mesmos tenham um minuto para refletir e orar ao Senhor tendo como base a pergunta acima supracitada.

3.1. A benção da reconciliação
            O autor destaca duas atitudes que Jacó tivera ao ir ao encontro de Esaú seu irmão. A primeira delas é a que Jacó estava prudente. O autor é enfático em diferenciar temeroso de medroso. Ele estava temeroso para com a atitude de seu irmão. E, agiu de forma prudente. Podemos tirar essa atitude de Jacó como exemplo para nossas vidas. No que precisamos ser mais prudentes?
            A segunda atitude é a humildade. Ele vai ao encontro de seu irmão prostrando-se sete vezes, demonstrando humildade. Temos que ser humildes sempre. Jacó não estava fingindo ser humilde. Não podemos nos esquecer que um dia antes ele havia tido um encontro com o Senhor que havia transformado sua vida. Se nós estivermos na presença do Senhor à humildade também será uma marca registrada em nossas vidas. E que marcas sua vida tem demonstrado?

4.1. Passos para a reconciliação
            O autor destaca três passos que encontramos no texto Bíblico para a reconciliação entre os dois irmãos.

4.1.1. Estar em paz com Deus
            O autor da revista é a favor da tese de que tanto Esaú como Jacó estavam em paz para com Deus. Jacó é mais evidente pelo fato de que o mesmo ter tido aquela experiência com o Senhor no vau do Jaboque. E, o mesmo presume pelas atitudes de Esaú em relação ao seu irmão que Esaú também estava em paz com Deus.

4.1.2. Ter paz consigo mesmo
            O autor parte do pressuposto que Jacó estava em paz consigo mesmo. Ele já havia resolvido com Deus seus problemas anteriores. Já havia se arrependido de seu passado, do seu egoísmo. Ele já havia encontrado em Deus paz para sua vida e tranquilidade para seus passos de fé.

4.1.3. Estar em paz com o próximo
            Se estivermos em paz com Deus e conosco mesmo. Temos capacidade para buscar a paz para com o próximo. Jacó foi ao encontro de seu irmão tentando fechar esse ciclo em sua vida. Ele já havia se arrependido e diante de Deus o exposto. Mas ele precisava do perdão do seu irmão para continuar a sua vida de cabeça erguida.
            Pela graça de Deus o texto nos dá diversos fatores que foram positivos tanto de atitudes expressas por Jacó, como de diversas atitudes expressas por Esaú. O texto nos demonstra que os dois encontram reconciliação. E, quando a uma reconciliação de coração há a benção de Deus sobre a mesma e sobre as pessoas envolvidas no processo.

Conclusão:
            Jacó precisava se reconciliar com seu irmão para poder continuar sua vida. Enquanto isso não acontecesse, haveria sobre a vida de Jacó um “fantasma” que o perseguiria o lembrando de suas atitudes. E, você querido amigo (a), precisa se reconciliar com alguém?
            Minha sincera oração é que o Senhor tenha falado ao seu coração e você possa a semelhança de Jacó tomar os passos necessários para buscar a reconciliação. Que Deus o ajude neste processo.
            Certo de que em Cristo, toda reconciliação é possível:
            Pr. Roberto da Silva Meireles Rodrigues.

  

BIBLIOGRAFIA:

FILHO, Isaltino Gomes Coelho. Gênesis: bereshit – o livro dos princípios. Rio de Janeiro: JUERP.

KIDNER, Derek. Gênesis: Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1979.

Compromisso: revista do adulto cristão – Escola Bíblica Dominical – Ano CVII – Nº 425 – 1T13.



[1] KIDNER, Derek. Gênesis: Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1979. Pg.159.

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