sexta-feira, 12 de abril de 2013

E, se...


Rio de Janeiro, 14 de Abril de 2013.

E, se...
            Durante essa semana estava fazendo meu devocional, e uma de minhas leituras foi o livro de Daniel. O livro de Daniel apresenta a história de quatro jovens hebreus que foram exilados em um reino inimigo, e nesse reino tiveram que desenvolver suas habilidades e aptidões em favor de tal nação.
            Destarte, estes jovens hebreus, eram pessoas totalmente tementes ao Senhor Jeová. Mas, também, cheios de qualidades individuais. Vejamos o que a palavra nos diz sobre eles: “jovens sem defeito físico, de boa aparência, cultos, inteligentes, que dominassem os vários campos do conhecimento e fossem capacitados para servir no palácio do rei. Ele devia ensinar-lhes a língua e a literatura dos babilônios”. (Daniel 1.4)
            Esses camaradas dedicaram suas vidas totalmente a Deus. E, por este motivo, jungido as suas inúmeras aptidões, Deus os usou de forma muito tremenda naqueles dias. O Senhor nosso Deus sempre está procurando homens e mulheres que queiram fazer parceria com Ele para abençoar os povos.
            Todavia, somos sabedores que por eles estarem agradando ao Senhor, se destacavam entre todos os outros jovens e recebiam o reconhecimento de suas autoridades. Mas, eles poderiam ser vítimas de calúnia, inveja e até mesmo perseguição. E, foi exatamente isso que aconteceu!
            Certo dia, o rei Nabucodonosor fez uma estátua de ouro, e ordenou que todos se prostrassem perante a estátua, quando os instrumentos soassem o alarme para tal ato. Porém, os jovens hebreus não se prostraram e essa foi à deixa que aqueles homens invejosos usaram para acabar com a vida dos rapazes.
            Pronto! Cheguei até onde eu queria. O rei chama os jovens e ordena que os lancem na fornalha, aquecida sete vezes mais do que era costumeiramente. Somente em chegar perto da fornalha os capangas do rei morrem. Porém, antes de serem enviados para lá, o rei lhes dá mais uma chance. Então, analisem a resposta destes jovens comigo: "Ó Nabucodonosor, não precisamos defender-nos diante de ti. Se formos atirados na fornalha em chamas, o Deus a quem prestamos culto pode livrar-nos, e ele nos livrará das suas mãos, ó rei. Mas, se ele não nos livrar, saiba, ó rei, que não prestaremos culto aos seus deuses nem adoraremos a imagem de ouro que mandaste erguer".  (Daniel 3.16-18)
            Acho esta resposta, uma das maiores respostas de fé da história do povo de Deus. Pela sua graça, o Senhor livrou aqueles jovens. Porém, outros grandes homens de Deus morreram pela boca de leões na história da igreja. Como por exemplo: um dos pais da igreja, Inácio de Antioquia, que morreu pela boca dos leões em Roma.
            A grande questão é: será que estamos prontos para recebermos de Deus um cálice amargo? Será que Deus só é bom quando temos saúde, dinheiro, lazer? Se a sua relação com Deus está baseada em dar e receber, por favor, repense sua cosmovisão da espiritualidade cristã. Ele (Deus) não é um gênio da lâmpada mágica, Ele não é um talismã ou um ídolo a quem os seus adoradores o buscam querendo bênçãos. Ele é sim, o Senhor do Universo, o Pai da criação, o Rei dos reis, o Senhor dos senhores, o Pai da Eternidade, o Alfa e o Ômega, o Pai das Luzes, Ele é o que É. Ele É amor, Ele É vida, Ele É esperança, Ele É Soberano, Ele É justiça. Sim somente Ele É. E, por este motivo devemos adorá-lo, porque Ele É. Seja Ele louvado e engradecido em nossas vidas somente pelo que Ele É. A minha oração é que o Senhor revele-nos a sua Graça e nos faça entender o propósito pelo qual adoramos a Ele.
Certo de que em Cristo, o viver é Cristo e o morrer é lucro:
Seu pastor, Roberto Meireles.

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