Rio
de Janeiro, 14 de Abril de 2013.
E, se...
Durante essa semana estava fazendo
meu devocional, e uma de minhas leituras foi o livro de Daniel. O livro de
Daniel apresenta a história de quatro jovens hebreus que foram exilados em um
reino inimigo, e nesse reino tiveram que desenvolver suas habilidades e
aptidões em favor de tal nação.
Destarte, estes jovens hebreus, eram
pessoas totalmente tementes ao Senhor Jeová. Mas, também, cheios de qualidades
individuais. Vejamos o que a palavra nos diz sobre eles: “jovens sem defeito físico, de boa aparência, cultos, inteligentes, que
dominassem os vários campos do conhecimento e fossem capacitados para servir no
palácio do rei. Ele devia ensinar-lhes a língua e a literatura dos
babilônios”. (Daniel 1.4)
Esses
camaradas dedicaram suas vidas totalmente a Deus. E, por este motivo, jungido
as suas inúmeras aptidões, Deus os usou de forma muito tremenda naqueles dias.
O Senhor nosso Deus sempre está procurando homens e mulheres que queiram fazer
parceria com Ele para abençoar os povos.
Todavia, somos sabedores que por eles
estarem agradando ao Senhor, se destacavam entre todos os outros jovens e recebiam
o reconhecimento de suas autoridades. Mas, eles poderiam ser vítimas de calúnia,
inveja e até mesmo perseguição. E, foi exatamente isso que aconteceu!
Certo dia, o rei Nabucodonosor fez
uma estátua de ouro, e ordenou que todos se prostrassem perante a estátua,
quando os instrumentos soassem o alarme para tal ato. Porém, os jovens hebreus
não se prostraram e essa foi à deixa que aqueles homens invejosos usaram para
acabar com a vida dos rapazes.
Pronto! Cheguei até onde eu queria.
O rei chama os jovens e ordena que os lancem na fornalha, aquecida sete vezes
mais do que era costumeiramente. Somente em chegar perto da fornalha os capangas
do rei morrem. Porém, antes de serem enviados para lá, o rei lhes dá mais uma
chance. Então, analisem a resposta destes jovens comigo: "Ó Nabucodonosor, não precisamos defender-nos diante de ti. Se
formos atirados na fornalha em chamas, o Deus a quem prestamos culto pode
livrar-nos, e ele nos livrará das suas mãos, ó rei. Mas, se ele não nos livrar,
saiba, ó rei, que não prestaremos culto aos seus deuses nem adoraremos a imagem
de ouro que mandaste erguer". (Daniel 3.16-18)
Acho esta resposta, uma das maiores
respostas de fé da história do povo de Deus. Pela sua graça, o Senhor livrou
aqueles jovens. Porém, outros grandes homens de Deus morreram pela boca de
leões na história da igreja. Como por exemplo: um dos pais da igreja, Inácio de
Antioquia, que morreu pela boca dos leões em Roma.
A grande questão é: será que estamos
prontos para recebermos de Deus um cálice amargo? Será que Deus só é bom quando
temos saúde, dinheiro, lazer? Se a sua relação com Deus está baseada em dar e
receber, por favor, repense sua cosmovisão da espiritualidade cristã. Ele
(Deus) não é um gênio da lâmpada mágica, Ele não é um talismã ou um ídolo a
quem os seus adoradores o buscam querendo bênçãos. Ele é sim, o Senhor do
Universo, o Pai da criação, o Rei dos reis, o Senhor dos senhores, o Pai da
Eternidade, o Alfa e o Ômega, o Pai das Luzes, Ele é o que É. Ele É amor, Ele É
vida, Ele É esperança, Ele É Soberano, Ele É justiça. Sim somente Ele É. E, por
este motivo devemos adorá-lo, porque Ele É. Seja Ele louvado e engradecido em
nossas vidas somente pelo que Ele É. A minha oração é que o Senhor revele-nos
a sua Graça e nos faça entender o propósito pelo qual adoramos a Ele.
Certo
de que em Cristo, o viver é Cristo e o morrer é lucro:
Seu
pastor, Roberto Meireles.

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