Comentário de John Stott sobre Gálatas 5.1
Nosso querido teólogo inglês vai
iniciar seu comentário sobre o verso sugerido salientando o fato do mesmo no
original grego apresentar-se como duas sentenças separadas: “Estai, pois,
firmes na liberdade com Cristo nos libertou”, mas antes, uma afirmação “Para a
liberdade foi que Cristo nos libertou”, seguida de uma ordem baseada na
afirmação “permanecei, pois, firmes e não vos submetais de novo a jugo de
escravidão”.
Após fazer essa distinção Stott faz
seus comentários acerca da afirmação e da ordem de Paulo expressa no verso. O
nosso ilustre pastor anglicano faz uma afirmação belíssima em referir-se a
afirmação paulina: “Nossa condição anterior é apresentada como escravidão,
Jesus Cristo como um libertador, a conversão como um ato de emancipação e a
vida cristã como uma vida de liberdade”.[1]
A questão da liberdade cristã para
John esta intimamente ligada à questão de se livrar da má consciência gerada
pela lei. Muito mais do que simplesmente libertos da escravidão do pecado,
somos libertos do julgo gerado pela lei. A liberdade cristã está jungida a uma
consciência pura que é fruto da justiça de Cristo Jesus.
Todos que experimentam a justificação única e exclusivamente pelo
sacrifício de Jesus, o único meio de aplacar a ira da justiça futura de Deus,
são convidados a viver uma novidade de vida sem igual. Uma vida livre de todo e
qualquer tipo de julgo. Seja ele da lei, do pecado, da carne ou do diabo. Uma
vida de verdadeira liberdade!
A ordem de Paulo apontada por Stott
está visceralmente ligada a questão de não acreditar que a liberdade é
conquista por nossa obediência aos preceitos ou lei divinas ou seja elas quais
forem. Paulo se utiliza da figura do boi descrita por Moisés em Levítico capítulo
vinte e seis verso de número treze, um boi que está sobre um julgo pesado ao
extremo e pelo peso está areado ao chão, e, após a retirada do julgo consegue
se erguer novamente.
Stott na companhia do apóstolo Paulo
nos exorta a entender, compreender e a viver a liberdade que há em Cristo Jesus não
dentro de uma perspectiva de graça barata como diria Dietrich Bonhoeffer. Mas,
tendo a compreensão que a liberdade que experimentamos é fruto de uma tão
grande salvação que nos fora outorgada e proporcionada pelos méritos de Jesus
no Gólgota a se oferecer como sacrifício a Deus.

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