sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Breve texto com o comentário de John Stott sobre Gl. 5.1

Comentário de John Stott sobre Gálatas 5.1


            Nosso querido teólogo inglês vai iniciar seu comentário sobre o verso sugerido salientando o fato do mesmo no original grego apresentar-se como duas sentenças separadas: “Estai, pois, firmes na liberdade com Cristo nos libertou”, mas antes, uma afirmação “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou”, seguida de uma ordem baseada na afirmação “permanecei, pois, firmes e não vos submetais de novo a jugo de escravidão”.
            Após fazer essa distinção Stott faz seus comentários acerca da afirmação e da ordem de Paulo expressa no verso. O nosso ilustre pastor anglicano faz uma afirmação belíssima em referir-se a afirmação paulina: “Nossa condição anterior é apresentada como escravidão, Jesus Cristo como um libertador, a conversão como um ato de emancipação e a vida cristã como uma vida de liberdade”.[1]
            A questão da liberdade cristã para John esta intimamente ligada à questão de se livrar da má consciência gerada pela lei. Muito mais do que simplesmente libertos da escravidão do pecado, somos libertos do julgo gerado pela lei. A liberdade cristã está jungida a uma consciência pura que é fruto da justiça de Cristo Jesus.
Todos que experimentam a justificação única e exclusivamente pelo sacrifício de Jesus, o único meio de aplacar a ira da justiça futura de Deus, são convidados a viver uma novidade de vida sem igual. Uma vida livre de todo e qualquer tipo de julgo. Seja ele da lei, do pecado, da carne ou do diabo. Uma vida de verdadeira liberdade!
            A ordem de Paulo apontada por Stott está visceralmente ligada a questão de não acreditar que a liberdade é conquista por nossa obediência aos preceitos ou lei divinas ou seja elas quais forem. Paulo se utiliza da figura do boi descrita por Moisés em Levítico capítulo vinte e seis verso de número treze, um boi que está sobre um julgo pesado ao extremo e pelo peso está areado ao chão, e, após a retirada do julgo consegue se erguer novamente.
            Stott na companhia do apóstolo Paulo nos exorta a entender, compreender e a viver a liberdade que há em Cristo Jesus não dentro de uma perspectiva de graça barata como diria Dietrich Bonhoeffer. Mas, tendo a compreensão que a liberdade que experimentamos é fruto de uma tão grande salvação que nos fora outorgada e proporcionada pelos méritos de Jesus no Gólgota a se oferecer como sacrifício a Deus.



[1] STOTT, John.  A mensagem de Gálatas: somente um caminho.  São Paulo: Editora ABU, 2007, pg.121.

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