Rio de Janeiro, 23 de agosto de 2026.
Projeto Bíblia - Estudo do Livro de Atos dos
Apóstolos
Tema da Mensagem – Entre a ascensão e a volta: a
igreja em missão.
Texto Base – Atos 1:9-11
INTRODUÇÃO:
O texto muito rico
porque encerra o ministério terreno de Jesus e, ao mesmo tempo, abre o
horizonte para a missão da Igreja. A ascensão não é simplesmente uma despedida;
é uma transição entre a presença física
de Cristo e a missão da Igreja no poder do Espírito Santo, sustentada pela
esperança da volta de Cristo.
1º APONTAMENTO – CRISTO ASCENDEU AO
CÉU – A OBRA DE JESUS NÃO TERMINOU. (V.9)
A ascensão é o encerramento visível do ministério terreno de Jesus. Observe
três elementos: 1) Jesus foi elevado - Não foi simplesmente uma partida. A
linguagem enfatiza que Cristo foi elevado pelo poder de Deus. Aquele que veio
do céu agora retorna à presença do Pai; 2) Os discípulos foram testemunhas - Lucas
enfatiza: “à vista deles”. A fé cristã não está fundamentada em uma
ideia abstrata, mas em acontecimentos históricos testemunhados pelos apóstolos;
3) Uma nuvem o encobriu - Na Bíblia, a nuvem frequentemente está relacionada à
manifestação da presença e da glória de Deus. Jesus não está simplesmente
desaparecendo. Ele está entrando na dimensão da glória celestial.
Às
vezes pensamos que, quando não conseguimos mais enxergar Deus, Ele deixou de
agir. Mas a ausência da visibilidade não significa ausência
da atividade de Deus. Jesus saiu da
visão dos discípulos, mas não saiu do governo da história.
2º APONTAMENTO – A IGREJA NÃO PODE FICAR PARALISADA OLHANDO PARA O CÉU.
(V.10)
Imagine
a cena. Os discípulos estão olhando para cima. Jesus acabou de partir. Há uma
mistura de admiração, surpresa e provavelmente expectativa. Mas existe um
perigo: ficar olhando para aquilo que Deus já fez e deixar de fazer aquilo que
Deus mandou fazer.
Os
discípulos poderiam transformar a ascensão em uma experiência contemplativa
permanente. Mas eles tinham uma missão. Jesus havia acabado de dizer: “Sereis minhas
testemunhas...” (At 1:8) A ascensão não era o fim da missão. Era o início de
uma nova etapa da missão.
Existe
uma espiritualidade que olha tanto para o céu que se esquece da terra. Podemos:
falar muito sobre avivamento e pouco sobre missão; falar muito sobre a volta de
Cristo e pouco sobre evangelização; desejar experiências com Deus, mas não
servir pessoas; esperar o que Deus fará sem fazer aquilo que Ele já nos
ordenou. A Igreja olha para o céu, mas trabalha na terra.
3º APONTAMENTO – CRISTO VOLTARÁ – NOSSA ESPERANÇA RESIDE NA SEGUNDA
VINDA. (V.11)
Os anjos fazem uma declaração extraordinária: “Esse
Jesus...” O Jesus que subiu é o mesmo Jesus que voltará. A ascensão aponta para
a segunda vinda.
CARACTERÍSTICAS DA PAROUSIA:
A VOLTA DE CRISTO É UMA PROMESSA - Não é uma possibilidade. Não é uma metáfora. Não é uma esperança vaga.
Jesus voltará.
A VOLTA DE CRISTO SERÁ PESSOAL - Os anjos dizem: “Esse Jesus...” Não estamos esperando simplesmente uma
intervenção divina. Estamos esperando uma Pessoa. A esperança cristã não é apenas esperar um
evento. É esperar Cristo.
A VOLTA DE CRISTO SERÁ REAL - “Virá do modo como o vistes subir.” O mesmo Cristo que subiu voltará. Aquele
que foi rejeitado será revelado. Aquele que foi humilhado será glorificado. Aquele
que foi crucificado reinará.
4º APLICAÇÃO – A ESPERANÇA DA VOLTA DE JESUS DEVE PRODUZIR MISSÃO NO
PRESENTE. (V.11)
Esse é o grande movimento do texto. Jesus
subiu; Jesus voltará, portanto, a Igreja tem uma missão enquanto espera. A
pergunta não é: “Quando Jesus voltará? ” A pergunta mais importante é: “O que
estamos fazendo enquanto esperamos? ”
Atos começa com uma Igreja que recebe uma
missão: “Sereis minhas testemunhas...” (Atos 1:8) E termina mostrando o avanço
dessa missão. A Igreja não foi chamada para ficar olhando para o céu. Foi
chamada para testemunhar de Cristo na terra.
CONCLUSÃO:
Não
podemos ficar paralisados olhando para o céu quando Deus nos chamou para
testemunhar na terra. A Igreja que espera verdadeiramente a volta de Cristo é a
Igreja que trabalha fielmente enquanto Ele não volta.

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